sustentabilidade - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br Indústria e Meio Ambiente em Pauta Thu, 11 Sep 2025 17:00:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://tecnews.agenciafluence.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-TECNEWS-750x123xc-1-32x32.png sustentabilidade - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br 32 32 Ecobags carregam escolhas, geração de renda e novas ideias ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais/#respond Thu, 11 Sep 2025 17:00:30 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3579 Feitas de algodão cru, retalhos e outras fibras, as sacolas retornáveis – as famosas de ecobgs – não apenas se tornaram um apetrecho para carregar compras, mas afirmam o propósito de empresas e consumidores, principalmente no que se refere ao uso de plástico. Segundo pesquisa (2022) da Blue Keepers, plataforma integrante do Pacto Global da […]

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Feitas de algodão cru, retalhos e outras fibras, as sacolas retornáveis – as famosas de ecobgs – não apenas se tornaram um apetrecho para carregar compras, mas afirmam o propósito de empresas e consumidores, principalmente no que se refere ao uso de plástico. Segundo pesquisa (2022) da Blue Keepers, plataforma integrante do Pacto Global da ONU, cada brasileiro descarta, em média, 16 quilos de lixo plástico por ano.

Fazendo um recorte a respeito da sacola plástica, o número assusta: o país consome 13 bilhões ao ano, estima o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida).Em compensação, optando por uma ecobag, evita-se o uso de 125 mil toneladas de plástico. O dado é da CáPraLá, empresa criadora da coleção Artistas do Brasil, que comercializa ecobags com estampas desenvolvidas por artistas nacionais e já vendeu 50 milhões dessas bolsas retornáveis.

“Se utilizada uma vez por semana, cada bolsa retornável é responsável por tirar de circulação 250 sacolas plásticas por ano, o que traz um impacto ambiental significativo, especialmente se pensarmos que é um item que vai passar só cinco minutos na mão das pessoas e mais de 500 anos nos oceanos”, comenta Carlos Nauff, fundador da marca, ao Estadão.

Ecobags Personalizadas

Empresas que aderem ao envio de brindes personalizáveis estão escolhendo essas bolsas para inserir suas marcas. Um levantamento do portal Terra com o Google Trends, que analisa as buscas, o termo”ecobag personalizada” é um dos mais pesquisados no país.

Observando esse mercado, algumas gráficas contam com a personalização de tais ecobags em seu portfólio, como o caso da FuturaIM, gráfica online que possui itens em algodão cru e poliéster.

“Nós buscamos atender ao máximo as necessidades dos nossos clientes e oferecer a ecobag personalizada ideal não só para aquele que quer promover a sua marca, mas também para quem tem a sustentabilidade como valor imprescindível”, salienta WillingtonBekmer, CEO da empresa, ao Terra.

Programas sociais

No país, há também a conscientização ambiental por meio de projetos sociais. Em Alagoas, a Assistência Social da cidade de Branquinha adotou essas sacolas nos Programas de aquisição de alimentos e Leite (PAA).

“São alternativas mais sustentáveis, garantindo também mais praticidade para os beneficiados transportarem seus produtos, promovendo mais consciência ambiental junto à nossa população”, destacaRenata Freitas,primeira-dama do município.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Keli Vasconcelos

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Schneider Electric e MDIC assinam acordo para acelerar a descarbonização industrial no Brasil https://tecnews.agenciafluence.com.br/schneider-electric-e-mdic-assinam-acordo-para-acelerar-a-descarbonizacao-industrial-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=schneider-electric-e-mdic-assinam-acordo-para-acelerar-a-descarbonizacao-industrial-no-brasil https://tecnews.agenciafluence.com.br/schneider-electric-e-mdic-assinam-acordo-para-acelerar-a-descarbonizacao-industrial-no-brasil/#respond Tue, 09 Sep 2025 13:00:05 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3570 O Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric (SRI), líder global em transformação digital da gestão de energia e automação, e a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avançar na descarbonização da indústria brasileira. O estudo estratégico, desenvolvido […]

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O Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric (SRI), líder global em transformação digital da gestão de energia e automação, e a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avançar na descarbonização da indústria brasileira.

O estudo estratégico, desenvolvido pelo SRI em colaboração com o MDIC, é estruturado em três partes: A: Cenários de descarbonização orientados pela demanda com base na experiência internacional; B – Políticas de demanda para o desenvolvimento industrial sustentável do Brasil; ; e C Intercâmbio colaborativo de especialistas.

Na solenidade de assinatura, foi lançada a Parte A do estudo, que apresenta cenários prospectivos até 2050 sobre a descarbonização orientada pela demanda. O material se baseia em experiências internacionais e quantifica impactos sobre matrizes energéticas, emissões e aplicação de tecnologias, fornecendo insumos estratégicos para políticas públicas e decisões empresariais. As Partes B e C serão apresentadas em conjunto durante a COP30.

A Parte B reunirá recomendações para o Brasil em políticas industriais orientadas pela demanda, contemplando incentivos econômicos, normas flexíveis de emissões e estímulos à bioeconomia. O objetivo é ampliar a competitividade da indústria, gerar empregos de qualidade e fortalecer redes circulares de valor, em alinhamento a iniciativas como o Nova Indústria Brasil (NIB), a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Industrial (ENDI) e o Plano Setorial da Indústria do Plano Nacional de Mudança do Clima.

Já a Parte C será dedicada à realização de workshops e diálogos multissetoriais para aproximar especialistas nacionais e internacionais, adaptando soluções globais ao contexto brasileiro. A iniciativa busca acelerar a modernização industrial e a adoção de tecnologias sustentáveis, reforçando a integração entre governo, academia, indústria e sociedade em prol de uma transição justa, inclusiva e baseada em evidências.

Amcham Brasil e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) irão colaborar com a pesquisa de forma a encorajar a articulação entre governo, indústria e setor empresarial na construção de soluções inovadoras para a descarbonização.

Engajamento nacional e estratégia para descarbonização

Após a COP30, com as três partes consolidadas, os resultados completos do estudo serão compartilhados em workshops itinerantes em diferentes cidades brasileiras, direcionados a clusters industriais prioritários com conteúdo personalizado a respeito de estratégias, tecnologias e insights específicos do segmento orientados pela demanda.

O simpósio catalisador e os workshops nacionais servirão para engajar líderes dos setores público e privado, pesquisadores e comunidades industriais, consolidando o papel do Brasil como protagonista global em sustentabilidade industrial.

Segundo Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, o projeto visa contribuir para o posicionamento do Brasil na COP30, a agenda climática de 2030 e a implementação da Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria (ENDI). “Essa colaboração ressalta o compromisso compartilhado pela Schneider Electric e pelo MDIC com a viabilização da transição para baixo carbono do Brasil, em sintonia com as metas do programa Nova Indústria Brasil, que incluem reduzir em 30% as emissões industriais por valor adicionado do PIB e ampliar o uso sustentável da biodiversidade.”

“O momento é oportuno para que as organizações adotem ações firmes rumo à transição para uma economia de menores emissões. O Brasil está no epicentro das discussões globais sobre clima e sustentabilidade e sediará a próxima Conferência do Clima, em novembro deste ano. Devemos ser um exemplo para o mundo e acelerar a disseminação das tecnologias já disponíveis para descarbonizar a indústria”, acrescenta Segrera.

O estudo e a cooperação com o MDIC refletem a ambição do Brasil de liderar pelo exemplo, transformando seu modelo produtivo para gerar valor por meio da sustentabilidade. “O MDIC tem trabalhado para promover uma mudança nas indústrias que garanta a competitividade das empresas brasileiras, alinhando-a à transição internacional para economias com zero emissões líquidas e visando a prosperidade social”, afirma Julia Cruz, secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC. “Este relatório contribui para o diálogo nacional em curso ao trazer novas perspectivas sobre estratégias do lado da demanda para a descarbonização e caminhos para a construção de novos ecossistemas industriais.”

Do global ao local

A Schneider Electric, reconhecida pelo seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação, já liderou iniciativas voltadas à transformação e conservação ambiental em diversos países, inclusive no Brasil. A partir do SRI, a companhia irá incorporar sua experiência global com as especificidades do segmento industrial nacional, integrando o conhecimento obtido em estudos similares realizados em países como Índia e China para desenvolver abordagens adaptadas ao contexto brasileiro.

A previsão é de que os resultados dessa cooperação incentivem a utilização de tecnologias ambientalmente responsáveis, proporcionando o crescimento econômico e posicionando o Brasil como líder global em desenvolvimento industrial sustentável.

 

Foto: Schneider Electric/Divulgação

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Brasil registra mais de R$ 2,4 bilhões em multas ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/brasil-registra-mais-de-r-24-bilhoes-em-multas-ambientais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-registra-mais-de-r-24-bilhoes-em-multas-ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/brasil-registra-mais-de-r-24-bilhoes-em-multas-ambientais/#respond Mon, 08 Sep 2025 13:00:26 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3564 O cenário ambiental no Brasil mostra sinais de avanço, com queda no desmatamento em biomas importantes e intensificação da fiscalização. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre agosto de 2024 e julho de 2025, o desmatamento na Amazônia atingiu 4.495 km², o segundo menor nível registrado nos últimos 21 anos. No mesmo período, […]

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O cenário ambiental no Brasil mostra sinais de avanço, com queda no desmatamento em biomas importantes e intensificação da fiscalização. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre agosto de 2024 e julho de 2025, o desmatamento na Amazônia atingiu 4.495 km², o segundo menor nível registrado nos últimos 21 anos. No mesmo período, foram realizadas 9.540 fiscalizações, que resultaram em mais de 3,9 mil autos de infração e R$ 2,4 bilhões em multas, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Apesar do patamar historicamente baixo, o índice da Amazônia representa um aumento de 4% em relação ao ciclo anterior (4.321 km²), influenciado principalmente pelos incêndios do segundo semestre de 2024. No entanto, outros biomas apresentaram recuos expressivos: no Cerrado, houve uma redução de 20,8%, com 5.555 km² sob alerta contra 7.014 km² no período anterior. Já o Pantanal registrou a maior queda, com redução de 72% no desmatamento (319 km² frente a 1.148 km²) e 9% a menos nos focos de incêndio (16.125 contra 17.646).

Segundo a engenheira ambiental e sanitarista Maristela Rodrigues, o avanço da fiscalização por imagens de satélite tem gerado apreensão no campo, já que muitos produtores rurais passaram a receber notificações ambientais. No entanto, ela lembra que nem todo desmatamento registrado corresponde a uma infração ambiental.

“Às vezes, o produtor recebe uma notificação por imagem de satélite e acha que vai ser multado de imediato. Mas não é bem assim. A Secretaria faz a vistoria, verifica se não houve uso de ferramentas de corte ou derrubada e, se for um fenômeno natural, emite uma declaração. Isso é fundamental para comprovar que o desmatamento não foi irregular”, explica.

 

Multas ambientais

 

Órgãos como o Ibama, Secretarias Estaduais e o Ministério do Meio Ambiente cruzam dados de satélite com inspeções em campo, evitando punições indevidas a produtores.

Essa análise é fundamental, pois sem comprovação técnica, o produtor pode sofrer autuações equivocadas. Para Maristela, o licenciamento ambiental é o principal instrumento para garantir segurança jurídica ao produtor e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente.

A importância do licenciamento personalizado

Maristela destaca que um dos principais problemas atuais é a falta de orientação durante o processo de licenciamento. “Se a área foi desmatada de forma irregular, o produtor precisa correr atrás da regularização. Isso não é só uma obrigação legal, é também uma forma de proteger a própria produção. Estar regularizado evita multa, evita dor de cabeça e ainda ajuda a preservar o solo, a água e o meio ambiente”, ressalta.

Ela lembra que, diante de desafios como secas prolongadas, erosões e enchentes, um licenciamento bem orientado pode evitar danos ambientais e prejuízos à produção.

A especialista também reforça que, embora grande parte das terras brasileiras esteja sob responsabilidade de produtores rurais, a preservação não pode recair apenas sobre eles. “As indústrias têm uma parcela enorme de responsabilidade pelas emissões de CO₂ na atmosfera e precisam compensar seus impactos, adquirindo, por exemplo, selos verdes de produtores rurais locais. É preciso haver equilíbrio. O produtor necessita de orientação para cumprir a lei, mas também precisamos lembrar que grandes indústrias têm obrigações ambientais e, muitas vezes, conseguem se beneficiar de brechas legais”, afirma.

COP30 e os interesses globais

A engenheira ambiental também chama a atenção para os reflexos econômicos e diplomáticos que envolvem as discussões ambientais, especialmente em eventos como a COP30, que será sediada pelo Brasil. “O crédito de carbono é um ativo comercial que movimenta bilhões entre grandes indústrias. Para o produtor rural, o essencial é manejar corretamente a terra e garantir sustentabilidade, mas é importante entender que tudo isso também envolve interesses internacionais”, avalia.

Para Maristela, a preservação ambiental pode se tornar economicamente mais vantajosa do que o desmatamento, especialmente quando se considera a geração de crédito de carbono e outros incentivos econômicos. “Eu tenho áreas no Amazonas, faço os levantamentos lá, e, é claro, compensa muito mais preservar do que desmatar. Áreas densas de vegetação rendem maior crédito de carbono e podem gerar um retorno anual de aproximadamente R$ 1 milhão, além de contar com áreas extras de reserva legal que podem ser comercializadas para outras propriedades que estão em processo de regularização”, explicou.

Foto: Freepik

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Empresas avançam na estratégia ESG, mas ainda falham na implementação https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-avancam-na-estrategia-esg-mas-ainda-falham-na-implementacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=empresas-avancam-na-estrategia-esg-mas-ainda-falham-na-implementacao https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-avancam-na-estrategia-esg-mas-ainda-falham-na-implementacao/#respond Wed, 03 Sep 2025 13:00:46 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3557 A nova edição da pesquisa nacional “Práticas Sustentáveis e Aplicação das Dimensões ESG nas Organizações”, realizada pelo IRES – Instituto de Responsabilidade Socioambiental da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, em parceria com a Grant Thornton Brasil, revela que a sustentabilidade já faz parte do discurso estratégico de 91% das […]

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A nova edição da pesquisa nacional “Práticas Sustentáveis e Aplicação das Dimensões ESG nas Organizações”, realizada pelo IRES – Instituto de Responsabilidade Socioambiental da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, em parceria com a Grant Thornton Brasil, revela que a sustentabilidade já faz parte do discurso estratégico de 91% das empresas brasileiras. No entanto, os dados mostram que ainda há um longo caminho entre intenção e prática.

“Precisamos virar essa chave, cabe a nós, líderes, empresas e cidadãos, assumir o protagonismo dessa transformação das práticas de ESG. Só assim poderemos construir atitudes que tragam equilíbrio, impacto positivo e a chance real de reverter o cenário que enfrentamos. Se por um lado, a boa notícia é que o ESG definitivamente entrou no radar das empresas, de acordo com o dado apontado na pesquisa, a má notícia é que muitas ainda tratam o tema de forma reativa ou fragmentada, sem uma visão integrada ao negócio. É necessário sair do discurso e colocar em prática ações consistentes — com governança, métricas, transparência e compromisso verdadeiro com toda a cadeia de valor”, disse Lívio Giosa coordenador geral do IRES.

Estratégia ESG

“A pesquisa evidencia um descompasso importante: enquanto o ESG já figura como prioridade estratégica para a maioria das empresas, apenas 20% possuem plano de compensação de emissões de carbono, 43,4% não fazem inventário de GEE e quase metade (47,6%) sequer publica informações ESG em relatórios anuais”, destaca Daniele Barreto e Silva, especialista em ESG da Grant Thornton Brasil. “A falta de estrutura formal, como matriz de materialidade, políticas de compras sustentáveis ou indicadores de impacto, limita o avanço da agenda ESG de forma efetiva e mensurável”, completa.

Realizada com 78 líderes das áreas de Sustentabilidade e Finanças de empresas médias, de capital aberto e fechado, a pesquisa mostra que:

88,6% das empresas não têm plano de compensação de emissões de gases de efeito estufa.

43,5% não desenvolvem matriz de materialidade, ferramenta essencial para definição de prioridades ESG.

69% não possuem Sistema de Gestão Ambiental certificado.

35% não possuem política de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e 49% não adotam ações afirmativas.

41% não engajam fornecedores em práticas sustentáveis.

70,4% não utilizam incentivos fiscais para inovação.

Apesar dos desafios, há avanços em alguns indicadores. A dimensão de governança se destaca: 82% das empresas incluem sustentabilidade na agenda dos órgãos de governança, e 83% têm sistema de compliance ativo. No campo social, 83,6% possuem sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho, e 78,1% incluem saúde mental nos programas de qualidade de vida.

A pesquisa também reforça que a regulamentação será uma força impulsionadora: as resoluções da CVM (193, 217, 218, 219 e 227), alinhadas às normas IFRS S1 e S2, exigirão maior transparência e reporte de riscos e oportunidades ESG por parte das empresas de capital aberto.

Foto: Freepik

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Estacionamentos aderem às práticas ambientalmente eficientes https://tecnews.agenciafluence.com.br/estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes https://tecnews.agenciafluence.com.br/estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes/#respond Mon, 11 Aug 2025 17:00:20 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3394 Quando você sai com seu carro leva em conta a sustentabilidade de onde vai estacionar? Pois as redes de estacionamentos estão se adaptando para aderir e colocar em prática o ESG em suas operações. Uma delas é a parceria entre a rede Estapar com a fabricante Fuplastic, que está produzindo uma guarita integralmente construída com […]

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Quando você sai com seu carro leva em conta a sustentabilidade de onde vai estacionar? Pois as redes de estacionamentos estão se adaptando para aderir e colocar em prática o ESG em suas operações.

Uma delas é a parceria entre a rede Estapar com a fabricante Fuplastic, que está produzindo uma guarita integralmente construída com blocos modulares 100% reciclados. Cada guarita utiliza 690 blocos, fabricados a partir de 345 quilos de resíduos plásticos, representando a retirada de 13,8 mil garrafas PET ou 69 mil sacolas plásticas da natureza.

Isso evita a emissão de 690 quilos de CO₂ na atmosfera, um passo concreto na redução de carbono em espaços urbanos.“Para nós, sustentabilidade e inovação são pilares em cada ponto de contato da nossa operação. Esse é um primeiro de muitos passos em direção a uma infraestrutura urbana mais consciente, evidenciando que a adoção de simples soluções, por meio de parcerias estratégicas, e investimentos em tecnologia, impulsionamos um futuro mais sustentável”, comemora Murillo Cerqueira, vice-presidente comercial e de operações da Estapar.

A fabricante destaca ainda que essa é a primeira atuação no setor de estacionamentos, sendo apta a ser implementada em larga escala, com facilidade de transporte, montagem e adaptação para diferentes usos.“Transformar resíduos em estruturas urbanas essenciais muda a forma como enxergamos a cidade. A guarita mostra que o lixo reciclado pode ganhar um novo propósito, com impacto direto na vida das pessoas e no meio ambiente”, explica Bruno Frederico, CEO da Fuplastic.

Impermeabilização dos estacionamentos

Outra inovação vem da Bahia: o Salvador Bahia Airport, administrado pela VINCI Airports, conta com um estacionamento premiado que tem como diferença a impermeabilização com poliureia, material que não contém compostos orgânicos voláteis, tem baixa geração de resíduos e atende a certificação internacional LEED, voltada à construção sustentável.

A tecnologia cobre uma área de mais de 18 mil m² e alia eficiência técnica a benefícios ambientais, haja vista que a solução tem vida útil estimada em 20 anos.“A poliureia não apenas protege nossa estrutura, mas fortalece nosso legado sustentável”, afirma, ao Correio da Bahia, Ronie Lima, supervisor de contratos do aeroporto.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação – Estapar

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Monitoramento e integração são destaques em relatório de sustentabilidade do Sebrae Minas https://tecnews.agenciafluence.com.br/monitoramento-e-integracao-sao-destaques-em-relatorio-de-sustentabilidade-do-sebrae-minas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=monitoramento-e-integracao-sao-destaques-em-relatorio-de-sustentabilidade-do-sebrae-minas https://tecnews.agenciafluence.com.br/monitoramento-e-integracao-sao-destaques-em-relatorio-de-sustentabilidade-do-sebrae-minas/#respond Fri, 08 Aug 2025 13:00:20 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3384 O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), divulgou recentemente o seu relatório de sustentabilidade 2024,destacando os mais de 3,4 milhões de atendimentos realizados ao longo do ano, presente em 100% dos municípios mineiros, bem como suas atividades a favor do meio ambiente, por meio de frentes de atuação […]

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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), divulgou recentemente o seu relatório de sustentabilidade 2024,destacando os mais de 3,4 milhões de atendimentos realizados ao longo do ano, presente em 100% dos municípios mineiros, bem como suas atividades a favor do meio ambiente, por meio de frentes de atuação (Suporte Empresarial, Desenvolvimento Econômico e Educação Empreendedora), todas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em números, o Sebrae Minas recuperou 1.950 kg de resíduos orgânicos, convertidos em biogás e biofertilizante, 97% dos abastecimentos da frota foram feitos com etanol e conta ainda com uma usina fotovoltaica, instalada em setembro de 2023 na sede, em Belo Horizonte, que produziu mais de 200 mil kWh de energia limpa, reduzindo a emissão de cerca de 200 mil kg de CO₂ na atmosfera.

“Em 2024, adotamos uma abordagem ainda mais consciente na gestão dos impactos ambientais de nossas atividades, priorizando o uso racional dos recursos naturais e a aplicação de boas práticas, sempre em sintonia com os públicos de interesse. Com inovação, inclusão e sustentabilidade, seguimos impulsionando o empreendedorismo para transformar vidas no estado”, explica Marcelo de Souza e Silva,presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

Programa GAIA do Sebrae

Criado com intuito de identificar, avaliar e monitorar os impactos das atividades internas do Sebrae Minas, o Programa de Gestão e Avaliação de Impactos Ambientais (GAIA) é um dos destaques do relatório, que em 2024 reduziu em 19%o envio de resíduos a aterros, diminuição no volume de impressões (-6%) e no consumo de pincéis para quadro branco e atômicos (-7%).

“Nosso programa é um grande exemplo. Reduzimos impressões e o consumo de copos descartáveis, destinamos mais de10 toneladas de resíduos à reciclagem e economizamos energia e água de forma expressiva”, endossa Silva.

A íntegra do documento, elaborado conforme mensurações do Global Reporting Initiative(GRI), pode ser acessada neste link

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação – Sebrae-MG

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Astroturismo impulsiona discussões sobre sustentabilidade em nível nacional https://tecnews.agenciafluence.com.br/astroturismo-impulsiona-discussoes-sobre-sustentabilidade-em-nivel-nacional/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=astroturismo-impulsiona-discussoes-sobre-sustentabilidade-em-nivel-nacional https://tecnews.agenciafluence.com.br/astroturismo-impulsiona-discussoes-sobre-sustentabilidade-em-nivel-nacional/#respond Thu, 07 Aug 2025 13:00:27 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3356 A vida nas grandes cidades muitas vezes impossibilita um contato importante entre nós e a natureza: a observação de estrelas. E isso é comprovado em números, pois uma pesquisa divulgada pela CNN apontou que a observação astronômica, que podemos chamar de Astroturismo, tem sido prejudicada nas últimas décadas por conta da chamada poluição luminosa, aumentando […]

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A vida nas grandes cidades muitas vezes impossibilita um contato importante entre nós e a natureza: a observação de estrelas. E isso é comprovado em números, pois uma pesquisa divulgada pela CNN apontou que a observação astronômica, que podemos chamar de Astroturismo, tem sido prejudicada nas últimas décadas por conta da chamada poluição luminosa, aumentando em 9,6% ao ano de 2011 a 2021.

Muito embora o cenário seja desafiador, a promoção de atividades como o astroturismo ganha notoriedade. A modalidade engloba observatórios, guias astronômicos e oficinas de fotografia noturna. Conforme a New Scientist Discovery Tours, especializada em turismo astronômico, pacotes já lançados para eclipses solares de 2026 e 2027 ultrapassam 1,6 mil reservas.

No Rio de Janeiro, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio do Parque Estadual da Pedra Selada (PEPS), promoveu o I Encontro de Astroturismo da unidade de conservação em Visconde de Mauá, voltado a turistas, alunos e moradores da região, que conferiram palestras técnicas e educativas e uma trilha interpretativa.

No quesito imagens, o curso de astrofotografia foi ministrado por astrônomos do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em que foi possível observar manchas solares, planetas, estrelas e constelações. “Tal evento demonstra o potencial da unidade como polo de educação ambiental e turismo sustentável, promovendo a conexão com a natureza e o universo sob o céu privilegiado de Visconde de Mauá”, comenta Bernardo Rossi, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do RJ.

Imersão ao Astroturismo

A imersão é o foco principal no astroturismo, com destinos excelentes para integração. Um deles é Chapada dos Veadeiros, GO, a 235 km de Brasília (DF), considerada ideal para atividade e ocupa o primeiro lugar nessa categoria no IASTRO, índice que avalia o potencial ao exercício do turismo relacionado aos astros em parques nacionais.

De acordo com reportagem da Agência de Notícias CEUB, o astroturismo é uma forma de conscientização sobre os impactos da poluição luminosa em todo o ecossistema.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Ascom – Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade RJ

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Inovação arquitetônica auxilia edifícios e construções na jornada sustentável https://tecnews.agenciafluence.com.br/inovacao-arquitetonica-auxilia-edificios-e-construcoes-na-jornada-sustentavel/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inovacao-arquitetonica-auxilia-edificios-e-construcoes-na-jornada-sustentavel https://tecnews.agenciafluence.com.br/inovacao-arquitetonica-auxilia-edificios-e-construcoes-na-jornada-sustentavel/#respond Tue, 05 Aug 2025 13:00:32 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3350 Um estudo do U.S. Green Building Council (USGBC), certificadora internacional de sustentabilidade em empreendimentos, aponta que o Brasil registrou um aumento de 5% nesse processo, com 2,4 mil construções certificadas ou em fase de certificação para o LEED, selo concedido ao cumprimento de critérios como mais áreas verdes, compensação de carbono e sistemas de irrigação […]

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Um estudo do U.S. Green Building Council (USGBC), certificadora internacional de sustentabilidade em empreendimentos, aponta que o Brasil registrou um aumento de 5% nesse processo, com 2,4 mil construções certificadas ou em fase de certificação para o LEED, selo concedido ao cumprimento de critérios como mais áreas verdes, compensação de carbono e sistemas de irrigação inteligentes.

Estudar soluções arquitetônicas que dialoguem com o meio ambiente é a premissa de muitos discentes e esse foi o caso da jovem Angélica Azevedo e Silva, 26 anos, que fazia uma viagem diária de 1 hora e meia entre o Gama, região administrativa do Distrito Federal, e a Universidade de Brasília (UnB), onde se graduou entreos anos de 2018 a 2023.

Seu trabalho de iniciação científica, desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da UnB, teve como inspiração esses deslocamentos e disparidades entre localidades mais ricas e carentes.Tal esforço garantiu à arquiteta uma bolsa de R$ 10 mil da Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência (SBPC),no Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher – Meninas na Ciência.

“Eu quero um urbanismo participativo, que as comunidades tenham direito à moradia e que morem com dignidade. Uma cidade que tenha a infraestrutura básica, bem estabelecida, com tudo que deve ter em uma cidade: áreas verdes, drenagem correta, áreas de lazer, parques”, endossa Angélica, em entrevista à Agência Brasil.

Mercado atento às construções sustentáveis

Para se ter uma ideia, somente em 2024, 125 projetos receberam a qualificação de sustentabilidade em empreendimentos, considerado o melhor resultado da história, informa reportagem do Estadão Imóveis. Um bom exemplo está em Balneário Camboriú, SC, com a construção o Auris Residenze, que contará com apenas 26 unidades residenciais e um apelido instigante: “edifício-árvore”.

O projeto é assinado pelo escritório italiano Archea Associati e conta com fachada em concreto pigmentado que muda de cor com o tempo, jardineiras suspensas com irrigação automatizada e brises horizontais inspirados em galhos, que atuam como elementos naturais de regulação térmica e solar.

A estimativa é de redução de até 52% no uso de água, 26% no consumo de energia elétrica e 42% na necessidade de ar-condicionado, além de contar com certificações internacionais como LEED e WELL, focada no bem-estar do morador. “O Auris é uma resposta concreta a uma mudança de paradigma no mercado imobiliário. Nossa proposta com o primeiro edifício-árvore do Brasil é antecipar essa transformação”, afirma Claudio Fischer, presidente da construtora Fischer Group, que toca o empreendimento.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação/Fischer Group

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Escolas usam do conhecimento e criatividade para difundir a sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/escolas-usam-do-conhecimento-e-criatividade-para-difundir-a-sustentabilidade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=escolas-usam-do-conhecimento-e-criatividade-para-difundir-a-sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/escolas-usam-do-conhecimento-e-criatividade-para-difundir-a-sustentabilidade/#respond Mon, 04 Aug 2025 17:00:47 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3347 É evidente a importância da educação para formar pessoas mais engajadas e resilientes quando o assunto é o nosso papel mundo e nossas relações com a natureza. E uma das bases é combinação de iniciação científica e a criatividade, que resulta em itens aplicáveis no cotidiano. Um exemplo vem do Colégio Bom Jesus, unidade Centro, […]

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É evidente a importância da educação para formar pessoas mais engajadas e resilientes quando o assunto é o nosso papel mundo e nossas relações com a natureza. E uma das bases é combinação de iniciação científica e a criatividade, que resulta em itens aplicáveis no cotidiano.

Um exemplo vem do Colégio Bom Jesus, unidade Centro, de Curitiba, PR,cujo aluno Lucas Tadao Sugahara Wernick produziu 30 bandejas biodegradáveis a base de galhos de araucária e cascas de mandioca trituradas. Esses materiais cozidos com água, por meio da própria fécula, são moldáveis para formar o item que leva apenas um mês para se decompor, enquanto o modelo em isopor tem estimativa de decomposição na casa de 700 anos.

 

Criatividade sustentável

A ideia nasceu de um incômodo do estudante, em 2023, sobre as sobras e como a indústria muitas vezes não os reutiliza na cadeia produtiva. “O volume de moagem da mandioca é de aproximadamente 140 mil toneladas por mês, que geram 105 mil toneladas de resíduos, entre sólidos e líquidos, dos quais 25% (26 mil toneladas/mês) são bagaço ou massa residual. Se há sobras, por que não transformá-las em algo útil?”, questiona.

O trabalho deu tão certo que foi agraciado por uma bolsa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o que vai contribuir ao aprimoramento e produção de mais itens. “Eu vou continuar estudando e aproveitar a mistura para fazer placas de revestimentos sustentáveis para arquitetura, decoração e design”, comemora o estudante.

“Projetos como o do Lucas auxiliam os alunos a desenvolver habilidades e competências além da sala de aula. Também oportunizam o contato com a pesquisa científica desde o Ensino Fundamental e Médio”, ressalta Cornélio Schwambach, professor-orientadorno colégio.

Da sala para a vida

Na Paraíba, o projeto de extensão “Sustentabilidade como Solução para o Lixo do Mar” (SS-Oceanos), vinculado à Universidade Federal do estado (UFPB), disponibiliza um material educativo gratuito online às crianças do Ensino Fundamental I, que envolve ludicidade e informação sobre temas pertinentes como poluição nos oceanos e valorização da vida marinha.

Desenvolvido com apoio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o projeto conta com oito aulas de 30 a 45 minutos, atividades interativas e ilustrações.

“Além do trabalho com escolas, o projeto SS-Oceanos também atua junto aos catadores de materiais recicláveis, quiosques de praia, pescadores e agências de turismo, buscando engajar esses públicos no combate à poluição por plástico no oceano”, informa nota da UFPB.

Professores interessados podem solicitar o material neste link

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação – Colégio Bom Jesus

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COP30: Agro leva intensões para crescer aliando-se a sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/cop30-agro-leva-intensoes-para-crescer-aliando-se-a-sustentabilidade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cop30-agro-leva-intensoes-para-crescer-aliando-se-a-sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/cop30-agro-leva-intensoes-para-crescer-aliando-se-a-sustentabilidade/#respond Mon, 04 Aug 2025 13:00:11 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3344 Com as proximidades da COP30 e a recente notícia que o Brasil saiu do mapa da fome, o agronegócio se articula para impulsionar a produção alinhada à sustentabilidade. Segundo o Banco Mundial, o agro, ou seja, nosso setor agrícola representa 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, 16,2% do emprego total, 40% das exportações e […]

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Com as proximidades da COP30 e a recente notícia que o Brasil saiu do mapa da fome, o agronegócio se articula para impulsionar a produção alinhada à sustentabilidade. Segundo o Banco Mundial, o agro, ou seja, nosso setor agrícola representa 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, 16,2% do emprego total, 40% das exportações e 22% do PIB nacional no âmbito agroalimentar.

No Pará, o segmento já conta com um espaço, a “AgriZone”, na sede da Embrapa Amazônia Oriental, fruto de parceria entre o órgão e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), representando o governo estadual na “Casa da Agricultura Sustentável”.“A COP30 discute meio ambiente, sequestro de carbono e sua fixação, e tudo isso passa pelo agro, pois sem ele, não há captação de carbono. A Embrapa é fundamental na transformação da economia agropecuária do Brasil. Somos líderes mundiais na produção de alimentos graças à tecnologia desenvolvida por ela, que permite a adaptação dos diversos arranjos produtivos à nossa região tropical”, conta Giovanni Queiroz,titular da Sedap.

Intenções do Agro

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) elaborou um documento em que se posiciona oficialmente sobre o tema. Intitulado “Agronegócio frente às Mudanças Climáticas”, contou com a participação de representantes governamentais, empresas, entidades setoriais, cientistas e pesquisadores, resultado das discussões apósmesas redondas promovidas em abril, no Fórum “Rumo à COP30: O Agronegócio e as Mudanças Climáticas”,

“O objetivo é reiterar o papel do agro como parte da solução aos desafios do clima e o protagonismo do Brasil.E aponta como pode contribuir com a agenda de mitigação e adaptação, além de caminhos para destravar o financiamento na agropecuária sustentável e a relação entre o agro e o mercado de carbono”, frisa nota da ABAG.

O documento está entre os assuntos do 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), evento em agosto, na capital paulista, em formato híbrido.

Regeneração

A agricultura regenerativa é também a pauta a ser falada na COP30, associando práticas mais sustentáveis em sua produção emitigação de gases de efeito estufa (GEE), em culturas como milho, soja e algodão, aponta matéria da CNN.Uma das empresas que estão nessa jornada é a CropLife Brasil (CLB), que aderiu ao Sustainable Business COP30 (SB COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para criar uma aliança global com foco na promoção de ações comerciais sustentáveis, engajamento de empresas na agenda climática, eapoio do setor privado à COP30.

“Temos muito a contribuir com os trabalhos da SB COP para estruturar um plano de sistemas alimentares que atenda às demandas globais atuais. A agricultura brasileira é produtiva e sustentável, e pode servir de exemplo para o mundo, como na adoção de boas práticas e de técnicas coerentes com a chamada agricultura verde”, salienta Eduardo Leão, presidente-diretor da entidade.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Infocuspix; jcomp–Freepik

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