resíduos - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br Indústria e Meio Ambiente em Pauta Wed, 17 Sep 2025 11:00:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://tecnews.agenciafluence.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-TECNEWS-750x123xc-1-32x32.png resíduos - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br 32 32 Pesquisa inovadora utiliza resíduos da indústria de papel para desenvolver hidrogéis úteis à agricultura https://tecnews.agenciafluence.com.br/pesquisa-inovadora-utiliza-residuos-da-industria-de-papel-para-desenvolver-hidrogeis-uteis-a-agricultura/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pesquisa-inovadora-utiliza-residuos-da-industria-de-papel-para-desenvolver-hidrogeis-uteis-a-agricultura https://tecnews.agenciafluence.com.br/pesquisa-inovadora-utiliza-residuos-da-industria-de-papel-para-desenvolver-hidrogeis-uteis-a-agricultura/#respond Wed, 17 Sep 2025 11:00:17 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3612 Resíduos da indústria de diversos setores frequentemente representam um problema para a sociedade e o meio ambiente, já que podem ser tóxicos e poluir, por exemplo, a água e o solo. Uma pesquisa inovadora desenvolvida no Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Lavras (DCF/Esal/UFLA) busca oferecer uma alternativa sustentável aos resíduos da indústria […]

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Resíduos da indústria de diversos setores frequentemente representam um problema para a sociedade e o meio ambiente, já que podem ser tóxicos e poluir, por exemplo, a água e o solo. Uma pesquisa inovadora desenvolvida no Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Lavras (DCF/Esal/UFLA) busca oferecer uma alternativa sustentável aos resíduos da indústria de papel, produzindo hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC) que podem ser utilizados em toda a escala produtiva de diversas culturas agrícolas.

Os testes de aplicação indicaram a efetividade do hidrogel na germinação de sementes, em substituição ao ágar (um tipo de substrato que contribui para o desenvolvimento da planta), e no enraizamento de mudas, substituindo a vermiculita (um mineral utilizado para melhorar as propriedades físicas e químicas dos substratos de cultivo), além de ser utilizado no plantio como alternativa a outros hidrogéis comerciais para culturas de café e eucalipto. Os hidrogéis podem ter o formato de discos ou microesferas, a depender da finalidade ou etapa de uso.

Além disso, as pesquisas indicam que os hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose possuem excelente capacidade de armazenamento hídrico, chegando a absorver até 1500% de seu peso em água, o que contribui para mitigar os efeitos de estiagens nas lavouras, já que proporcionam a liberação gradual da água no solo. Os hidrogéis apresentaram, ainda, potencial para retenção de nutrientes e fertilizantes, garantindo uma liberação controlada desses substratos e reduzindo a poluição do solo devido ao uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“Esse é um produto que abrange o reaproveitamento de resíduos, a economia circular e a análise de ciclo de vida de produtos. Isso o torna extremamente sustentável, podendo ser um grande aliado da agricultura no enfrentamento às secas e às mudanças climáticas globais”, comenta o professor da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/UFLA) Lourival Marin Mendes.

 

Produção de hidrogéis

A pesquisa possibilita transformar resíduos comuns, como tubos de papelão, em materiais avançados com alto desempenho, com aplicações práticas e sustentáveis. A nanotecnologia empregada no estudo é inovadora pois, por meio da escala nanométrica, têm-se uma alta área superficial de contato, formando estruturas em gel mais fortes e estáveis. Essa formação de redes nanoestruturadas torna o hidrogel mais eficiente para uso agrícola.

Além dos resíduos de papel, como está sendo utilizado no estudo, a tecnologia para a produção de hidrogéis pode ser empregada em outros tipos de materiais celulósicos, como cascas e serragens, expandindo as possibilidades de reaproveitamento de outros resíduos dessa indústria.

 

Equipe e etapas da pesquisa

O estudo é uma iniciativa do grupo de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biomateriais (PPGBiomat/UFLA), liderada pelo professor Lourival Marin Mendes. A pesquisa é conduzida por meio de uma parceria entre o Laboratório de Nanotecnologia (Complexo Biomat), sob responsabilidade do professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli (Esal/UFLA), o Laboratório de Cultivo in vitro de Espécies Florestais, coordenado pelo professor Gilvano Ebling Brondani (Esal/UFLA), e o Viveiro Florestal, todos vinculados ao Departamento de Ciências Florestais da Universidade, que completa 45 anos do curso de graduação em Engenharia Florestal em setembro de 2025.“Ao longo de seus 45 anos de curso de graduação, o DCF implementou três programas de pós-graduação: Engenharia Florestal (1993), Ciência e Tecnologia da Madeira (2006) e Engenharia de Biomateriais. As dissertações e teses defendidas nesses programas resultaram em artigos de alto impacto, patentes, bem como tecnologias aplicadas aos setores florestal e agropecuário do Brasil e do mundo”, comenta o professor Lourival.

A equipe responsável por essa e diversas outras frentes da pesquisa é composta por docentes, bolsistas de pós-doutorado, discentes da pós-graduação e bolsistas de iniciação científica. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e teve início em abril de 2024.

A primeira etapa da pesquisa foi a seleção e preparo da matéria-prima. Foram coletados tubos de papelão formados a partir de resíduos da indústria de papel, os quais foram processados em pequenos pedaços para aumentar a superfície de contato de cada uma dessas partes.

Em seguida, esse material é suspenso em água, a fim de garantir o entumecimento das fibras celulósicas do papel, ou seja, a sua dilatação. A massa de fibras obtida a partir disso é submetida a um pré-tratamento, cujo objetivo é facilitar o cisalhamento das fibras de celulose até a escala nanométrica e, posteriormente, a formação do hidrogel. É feito um estudo a fim de determinar qual pré-tratamento químico é mais eficaz, tendo sido explorados o  tratamento alcalino com hidróxido de sódio, além de um processo de branqueamento livre de cloro, combinando hidróxido de sódio e peróxido de hidrogênio.

A segunda etapa consiste na aplicação de um processo mecânico de cisalhamento, em que é utilizado um equipamento chamado Grinder. Por meio dele, é obtida a nanofibrila de celulose, que tem aparência de um gel translúcido. A próxima etapa é a formulação do hidrogel. O material obtido no Grinder é combinado com alginato de sódio (um biopolímero que confere resistência e otimiza a absorção de água) e então submetido a processos de reticulação iônica (que ocorre quando cadeias poliméricas são ligadas por meio de interações iônicas, formando uma estrutura tridimensional) com cloreto de cálcio, formando discos e microesferas de hidrogel.

Com uma boa formulação do hidrogel, foram realizados testes de germinação de sementes de café no Laboratório de Cultivo in vitro de Espécies Florestais, bem como o enraizamento de mudas de eucalipto no Viveiro Florestal.

Atualmente, também está sendo verificada a biodegradabilidade do hidrogel, a fim de identificar precisamente sua durabilidade no solo natural. Para tanto, o hidrogel é enterrado em um solo com características conhecidas (é feita a análise do solo previamente), e o hidrogel é desenterrado em intervalos específicos de tempo para que se possa acompanhar sua perda de massa. Também está sendo analisada a entrega de micronutrientes, por meio do hidrogel, ao solo.

Um gargalo que a pesquisa ainda tenta resolver é a transformação do hidrogel em pó, mantendo um bom rendimento do produto e sua capacidade de reabsorção de água. Esse processo visa ao aprimoramento da logística, comercialização e conservação do produto até que ele chegue ao produtor. Nesse caso, o hidrogel é hidratado no momento do plantio e viabiliza sua comercialização em larga escala. Para que isso seja possível, os pesquisadores têm buscado formas de otimizar a formulação do hidrogel e testado diferentes métodos de secagem, como a técnica de spray dry.

 

Reaproveitamento de resíduos

Uma das ramificações do estudo tem analisado o reaproveitamento de outro resíduo, dessa vez da indústria de laticínios: o soro de leite. Esse resíduo tem se tornado um problema, principalmente para os pequenos produtores, quando não há excedente em quantidade suficiente para uma boa competitividade no mercado. A proposta é que o soro de leite substitua o cloreto de cálcio no processo de reticulação, já que o soro possui íons cálcio, que são os catalisadores necessários para promover a reticulação do hidrogel. Testes preliminares garantem esse potencial. Além disso, está sendo investigado se o soro de leite pode enriquecer o hidrogel em relação aos seus nutrientes, já que é rico em minerais, como cálcio, fósforo e potássio.

Também estão sendo realizadas pesquisas que abordam a caracterização da formulação do hidrogel, em que são feitas análises de composição química, reológica (que refere-se à deformação e fluxo de materiais) e o entumecimento de água. Todas as frentes de pesquisa mencionadas anteriormente estão sendo descritas em artigos científicos, já em processo de finalização para submissão. Além disso, o objetivo é que sejam geradas patentes das tecnologias utilizadas e dos produtos desenvolvidos por intermédio da UFLA.

“Atualmente, contamos com quatro pedidos de patente em fase de depósito, que abrangem principalmente tecnologias relacionadas à formulação e às suas aplicações como agentes de enraizamento e germinação. As patentes representam um importante instrumento de proteção e valorização do conhecimento gerado na Universidade, pois estimulam a inovação, fortalecem a transferência de tecnologia e contribuem para que as soluções desenvolvidas no ambiente acadêmico possam gerar benefícios concretos para a sociedade”, comenta o pesquisador e um dos responsáveis pelos estudos Rafael Carvalho do Lago (PPGBiomat/UFLA).

Esse conteúdo de popularização da ciência foi produzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig.

Foto: Comunicação UFLA/Divulgação

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Pequenas cidades se destacam em ações ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/pequenas-cidades-se-destacam-em-acoes-ambientais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pequenas-cidades-se-destacam-em-acoes-ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/pequenas-cidades-se-destacam-em-acoes-ambientais/#respond Tue, 16 Sep 2025 17:00:56 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3608 Uma pesquisa da plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e divulgada pela EXAME, revela que um pouco mais de 2,5 mil cidades foram identificadas como vulneráveis a eventos climáticos extremos, como enchentes e secas, o que equivalente a metade dos municípios brasileiros. Se para megalópoles já é um desafio gerir a […]

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Uma pesquisa da plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e divulgada pela EXAME, revela que um pouco mais de 2,5 mil cidades foram identificadas como vulneráveis a eventos climáticos extremos, como enchentes e secas, o que equivalente a metade dos municípios brasileiros.

Se para megalópoles já é um desafio gerir a destinação correta de resíduos, o fator multiplica-se quando se trata de pequenas regiões, em que a dispersão territorial, logística e manutenção de pontos de entrega podem dificultar a criação de estruturas acessíveis, com reflexos no meio ambiente. Eis a importância de iniciativas que integrem educação ambiental, engajamento comunitário e parcerias institucionais.

Uma delas é da Reciclus, Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação, que consolidou seu serviço de coleta de lâmpadas fluorescentes, de maneira organizada e pontual, para cidades que contam com menos de 25 mil habitantes. Para tanto, as cidades interessadas devem armazenar em um único local, no mínimo, mil lâmpadas fluorescentes, sendo um ambiente coberto e em conformidade com as normas de segurança vigentes.

Para solicitar a coleta itinerante é necessário que um representante oficial do município encaminhe um e-mail de manifestação (reciclus@reciclus.org.br).  “A ação incentiva ainda o trabalho de comunicação local, a orientação dos cidadãos e a organização de eventos para incrementar a coleta. Ao mesmo tempo, o projeto estimula parcerias com prefeituras e escolas ou universidades públicas, promovendo inclusão produtiva”, informa a Reciclus.

Das micros cidades ao macro

Organizações, poder público e pessoas também realizam mobilizações a favor da sustentabilidade dentro de seus territórios, ou seja, as pequenas cidades. Em Santa Teresa, ES, além de ser sede do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), a cidade de 25 mil habitantes é considerada uma das maiores áreas de biodiversidade do planeta e integra o ranking dos cinco municípios com mais registros de plantas, animais e fungos no Desafio Mundial da Natureza Urbana, promovido pela plataforma iNaturalist.

Uma das iniciativas está na comunidade de Aparecidinha, local da Fazenda Angelita, que contabiliza mais de 30 mil árvores nativas plantadas e a reativação de seis nascentes da Bacia do Rio Bonito, afluente do Rio Santa Maria da Vitória, que abastece a Grande Vitória. Segundo reportagem da Folha Vitória, o antigo cafezal foi substituído por espécies nativas da Mata Atlântica, além da construção de cinco represas, responsáveis pela recarga das nascentes.

Já em Pernambuco, a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, com 31 mil hectares e que abrange oito municípios da Região Metropolitana do Recife, recebeu a 4ª edição da corrida EcoRun de Aldeia, reunindo mais de mil atletas adultos e também com ações voltadas às crianças.

Realizada pela ONG Centro Plantando o Futuro, a EcoRun une esporte, sustentabilidade e inclusão social, a atividade também foi a oportunidade de plantar de mais de 300 mudas de árvores nativas.“Incentivamos um dos debates mais urgentes da atualidade: como alinhar desenvolvimento econômico, justiça social e preservação ambiental, pilares que precisam caminhar juntos. Só assim conseguiremos alcançar um modelo real de desenvolvimento sustentável”, conclui Júlio César, organizador do evento.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Carol Bezerra/Prefeitura Municipal de Camaragibe, PE

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Empresas investem em ações operacionais e políticas para alcançar o Aterro Zero https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-investem-em-acoes-operacionais-e-politicas-para-alcancar-o-aterro-zero/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=empresas-investem-em-acoes-operacionais-e-politicas-para-alcancar-o-aterro-zero https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-investem-em-acoes-operacionais-e-politicas-para-alcancar-o-aterro-zero/#respond Tue, 16 Sep 2025 13:00:56 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3605 Um dos grandes desafios das empresas ficadas em sustentabilidade está na gestão dos resíduos sólidos gerados, aliás, com regramentos importantes, como o novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), que exige essa disposição adequada, erradicação de lixões a céu aberto pelo Brasil. Porém, sabemos que o cenário é ainda complexo e envolve muitos atores, com […]

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Um dos grandes desafios das empresas ficadas em sustentabilidade está na gestão dos resíduos sólidos gerados, aliás, com regramentos importantes, como o novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), que exige essa disposição adequada, erradicação de lixões a céu aberto pelo Brasil. Porém, sabemos que o cenário é ainda complexo e envolve muitos atores, com destaque para a questão do aterro.

Quando o assunto é utilização energética, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), menos de 1% dos resíduos sólidos urbanos no país são aproveitados para esse fim. Outra questão mais séria é que a maior parte descarte é feita sem o tratamento adequado, o que provoca risco de contaminação de água potável e danos à saúde ambiental e humana.

Aterro também é uma questão política

Para Marcos D’Avino Mitidieri, sócio do Furcolin Mitidieri Advogados, e Amanda Namur, advogada associada no mesmo escritório e especialistas nas áreas de saneamento básico e energia elétrica, o país carece de ações mais assertivas que fixem um arranjo institucional para esse setor. Em artigo ao JOTA, são necessárias políticas que versem sobre direitos e obrigações relacionadas ao tema, inclusive com financiamentos para esse estímulo.

Na Câmara, aliás, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou recentemente uma audiência pública sobre o tema. O solicitante, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), explica que existem 3 mil usinas de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos no mundo, e no Brasil há apenas projetos.”A implementação de soluções tecnológicas em harmonia com os princípios da sustentabilidade ambiental representa uma alternativa viável para a resolução dessa problemática”, endossa, à Agência Câmara de Notícias.

Bons exemplos de conscientização

A fabricante alimentícia Santa Helena celebra o marco de sua planta em Ribeirão Preto, SP, alcançar o Aterro Zero, ou seja, eliminar o envio de resíduos para aterros, por meio de reaproveitamento, coprocessamento e inovação em biodigestão de resíduos orgânicos. Conta com um biodigestor aeróbico, que transforma resíduos orgânicos em água cinza. Já os materiais recicláveis são triados e enviados para reaproveitamento.“Trabalhamos com metas claras e mensuração de impacto. A sustentabilidade precisa fazer parte do negócio com consistência e rastreabilidade”, afirma Luciana Vidal de Oliveira, coordenadora de Meio Ambiente da companhia.

Já a EuroChem, produtora de fertilizantes, completou um ano de “Aterro Zero” no Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, MG. Implantadas em agosto de 2024, as tecnologias resultaram no redirecionamento de 1.470.000 quilos de resíduos. Fazendo um panorama, 405 mil quilos de resíduos foram encaminhados ao coprocessamento e outros 85,8 mil quilos foram compostados. “Cada tonelada que não é destinada ao aterro representa um elo a mais na cadeia da sustentabilidade. Foi necessário desenvolver uma nova estratégia operacional na planta para esse gerenciamento, adaptando os processos ao aumento da complexidade e do volume gerado”, comenta Juliano Ferreira, gerente de Meio Ambiente da empresa.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Divulgação – EuroChem

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Ecobags carregam escolhas, geração de renda e novas ideias ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais https://tecnews.agenciafluence.com.br/ecobags-carregam-escolhas-geracao-de-renda-e-novas-ideias-ambientais/#respond Thu, 11 Sep 2025 17:00:30 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3579 Feitas de algodão cru, retalhos e outras fibras, as sacolas retornáveis – as famosas de ecobgs – não apenas se tornaram um apetrecho para carregar compras, mas afirmam o propósito de empresas e consumidores, principalmente no que se refere ao uso de plástico. Segundo pesquisa (2022) da Blue Keepers, plataforma integrante do Pacto Global da […]

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Feitas de algodão cru, retalhos e outras fibras, as sacolas retornáveis – as famosas de ecobgs – não apenas se tornaram um apetrecho para carregar compras, mas afirmam o propósito de empresas e consumidores, principalmente no que se refere ao uso de plástico. Segundo pesquisa (2022) da Blue Keepers, plataforma integrante do Pacto Global da ONU, cada brasileiro descarta, em média, 16 quilos de lixo plástico por ano.

Fazendo um recorte a respeito da sacola plástica, o número assusta: o país consome 13 bilhões ao ano, estima o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida).Em compensação, optando por uma ecobag, evita-se o uso de 125 mil toneladas de plástico. O dado é da CáPraLá, empresa criadora da coleção Artistas do Brasil, que comercializa ecobags com estampas desenvolvidas por artistas nacionais e já vendeu 50 milhões dessas bolsas retornáveis.

“Se utilizada uma vez por semana, cada bolsa retornável é responsável por tirar de circulação 250 sacolas plásticas por ano, o que traz um impacto ambiental significativo, especialmente se pensarmos que é um item que vai passar só cinco minutos na mão das pessoas e mais de 500 anos nos oceanos”, comenta Carlos Nauff, fundador da marca, ao Estadão.

Ecobags Personalizadas

Empresas que aderem ao envio de brindes personalizáveis estão escolhendo essas bolsas para inserir suas marcas. Um levantamento do portal Terra com o Google Trends, que analisa as buscas, o termo”ecobag personalizada” é um dos mais pesquisados no país.

Observando esse mercado, algumas gráficas contam com a personalização de tais ecobags em seu portfólio, como o caso da FuturaIM, gráfica online que possui itens em algodão cru e poliéster.

“Nós buscamos atender ao máximo as necessidades dos nossos clientes e oferecer a ecobag personalizada ideal não só para aquele que quer promover a sua marca, mas também para quem tem a sustentabilidade como valor imprescindível”, salienta WillingtonBekmer, CEO da empresa, ao Terra.

Programas sociais

No país, há também a conscientização ambiental por meio de projetos sociais. Em Alagoas, a Assistência Social da cidade de Branquinha adotou essas sacolas nos Programas de aquisição de alimentos e Leite (PAA).

“São alternativas mais sustentáveis, garantindo também mais praticidade para os beneficiados transportarem seus produtos, promovendo mais consciência ambiental junto à nossa população”, destacaRenata Freitas,primeira-dama do município.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Keli Vasconcelos

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Empresas criam soluções para descarte correto de produtos de TI https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-criam-solucoes-para-descarte-correto-de-produtos-de-ti/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=empresas-criam-solucoes-para-descarte-correto-de-produtos-de-ti https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-criam-solucoes-para-descarte-correto-de-produtos-de-ti/#respond Tue, 26 Aug 2025 17:00:05 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3483 Recorrentemente falamos da logística reversa de equipamentos de informática, em especial os que estão “encostados” nas casas das pessoas, ou seja, celulares, tablets e computadores. Mas quando o assunto trata de equipamentos de Tecnologias da Informação (TI), as proporções são ainda maiores e mais complexas. Eis que surge o ITAD (IT Asset Disposition, ou programa […]

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Recorrentemente falamos da logística reversa de equipamentos de informática, em especial os que estão “encostados” nas casas das pessoas, ou seja, celulares, tablets e computadores. Mas quando o assunto trata de equipamentos de Tecnologias da Informação (TI), as proporções são ainda maiores e mais complexas.

Eis que surge o ITAD (IT Asset Disposition, ou programa de descarte de ativos de Tecnologia da Informação, em inglês), processo de disposição de maneira segura e ambientalmente responsável, como a separação de minerais presentes nesses dispositivos. De acordo com o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), 70% dos metais pesados encontrados em lixões e aterros sanitários controlados são provenientes de equipamentos eletrônicos descartados incorretamente.

Pensando nessa responsabilidade, empresas estão oferecendo tais ações, a exemplo da Ingram Micro, especializada em tecnologia para o ecossistema global de tecnologia da informação, que conta com um sistema de logística reversa, coleta e mitigação de riscos desses equipamentos, o Lifecycle ITAD. Por meio dele é possível o apagamento de dados contidos nesses equipamentos obsoletos, tudo em conformidade legal, como a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei Nº 12.305) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei Nº 13.709).

“O ITAD garante a proteção de dados e a eliminação segura das informações por meio de apagamento, destruição física ou sanitização certificada. Ao integrar essas práticas, com monitoramento e rastreamento, ajudamos as companhias a cumprir regulamentações locais e internacionais sobre descarte de eletrônicos”, explica Guilherme Barreiro, diretor de serviços da Ingram Micro Brasil.

Circularidade na TI

De acordo com a consultoria Mordor Intelligence, a estimativa de venda de ativos de TI nos EUA até 2029 é crescente, por conta do boom de novas tecnologias e digitalização, impulsionando a substituição de equipamentos obsoletos. Durante os últimos anos, aponta o estudo, a demanda por ITAD aumentou para gerenciar o descarte seguro do lixo eletrônico proporcionado.

Outro meio de tornar a circularidade mais vantajosa é a valorização. É uma das ofertas da empresa Iron Mountain, o Secure ITAD – Remarketing. Trata-se da revenda a preços de mercado desses itens então em desuso, por meio de canais especializados após o recondicionamento, higienização e apagamento seguro dos dados constatados nos ativos de TI.

“Não é só realizada a destruição, descarte e destinação de equipamentos, sua gestão é também uma oportunidade para que os clientes recuperarem parte do investimento feito anteriormente. A solução de Secure ITAD da Iron Mountain também é responsável por renová-los e disponibilizá-los ao mercado novamente”, informa matéria do Capital Digital.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:DC Studio – Freepik

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Construção sustentável alia economia e conscientização ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/construcao-sustentavel-alia-economia-e-conscientizacao-ambiental/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=construcao-sustentavel-alia-economia-e-conscientizacao-ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/construcao-sustentavel-alia-economia-e-conscientizacao-ambiental/#respond Mon, 25 Aug 2025 13:00:10 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3473 Um levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostrou que no primeiro trimestre de 2025, o setor teve um crescimento de 3,4%. E não é preciso ser pesquisador para perceber o boom de empreendimentos sendo erguidos nas metrópoles brasileiras. Aliado a isso, também a busca por soluções mais sustentáveis na construção, como a […]

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Um levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostrou que no primeiro trimestre de 2025, o setor teve um crescimento de 3,4%. E não é preciso ser pesquisador para perceber o boom de empreendimentos sendo erguidos nas metrópoles brasileiras.

Aliado a isso, também a busca por soluções mais sustentáveis na construção, como a iBUILD, rede de franquias focada em construções inteligentes, sendo especializada no uso de Steel Frame para substituir a tradicional alvenaria. Segundo a companhia, esse modelo tem como diferencial a redução de recursos naturais (madeira e água, principalmente), chegando na diminuição em até 85% o volume de resíduos sólidos das obras, incluindo sobras de concreto, argamassa e madeira.

No caso da madeira, obras convencionais consomem em média 0,042m³ a 0,076 m³ por metro quadrado, comenta Diego Vaz, CEO e fundador da iBUILD. “Empregamos a construção a seco, ou seja, com o uso reduzido da água. Ao industrializamos o canteiro de obras, evitamos que 1.946 toneladas (811 m³) de resíduos sólidos fossem gerados. Pensando nesses resíduos, como concreto, tijolos e ferro, isso tudo seria suficiente para construir até quatro ginásios esportivos padrão completos, com piso, laje e estrutura”, detalha.

Construção e reformas

Não basta repensar na construção de uma residência ou mesmo uma sala comercial, é preciso também lembrar das reformas periódicas que devem ser feitas. Nesse momento que ganha força ideias como a valorização da luz natural e uso de materiais ecológicos nas obras, sendo tintas sem compostos tóxicos, madeira certificada, revestimentos reciclados e isolantes naturais como lã de PET, cortiça e celulose.

Emanuel Gonzaga,arquiteto da TecObras, empresa de Manaus, AM, comenta que a sustentabilidade começa em pequenas decisões. “Em vez de demolições, o retrofit tem se destacado como alternativa sustentável. A técnica moderniza o imóvel preservando suas características originais. Vale lembrar, que não é necessário transformar tudo de uma vez. Usar melhor a luz do dia, reaproveitar móveis ou escolher materiais sustentáveis já fazem diferença nas reformas”, frisa, ao RealTime1.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação– iBUILD

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Operadoras ampliam divulgação de circularidade de eletrônicos https://tecnews.agenciafluence.com.br/operadoras-ampliam-divulgacao-de-circularidade-de-eletronicos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=operadoras-ampliam-divulgacao-de-circularidade-de-eletronicos https://tecnews.agenciafluence.com.br/operadoras-ampliam-divulgacao-de-circularidade-de-eletronicos/#respond Thu, 21 Aug 2025 17:00:25 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3437 Noticiamos aqui no Portal TECNEWS a experiência exitosa de parceria entre entidades de logística reversa e influenciadores para fazer a roda  da circularidade girar a favor da reciclagem de eletrônicos no Brasil. E esse movimento não é à toa: o país ocupa a quinta posição no ranking de mais produzir e-lixo no mundo, segundo a […]

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Noticiamos aqui no Portal TECNEWS a experiência exitosa de parceria entre entidades de logística reversa e influenciadores para fazer a roda  da circularidade girar a favor da reciclagem de eletrônicos no Brasil. E esse movimento não é à toa: o país ocupa a quinta posição no ranking de mais produzir e-lixo no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Na outra ponta, apenas 3% desses resíduos são descartados de forma correta. Pensando na reversão desse quadro a favor da circularidade, operadoras de telefonia se unem a artistas na divulgação e incentivos a reciclagem desses equipamentos. Uma delas é a Vivo, que convidou o seu embaixador, o Dj Alok, a estimular consumidores a descartarem seu lixo eletrônico em uma das urnas disponíveis nas mais de 1,8 mil lojas da marca no Brasil.

Por meio do projeto permanente Vivo Recicle, criado em 2006, qualquer pessoa, cliente ou não da operadora, pode descartar esse material, que é reciclado pela Ambipar, especializada nesse fim, cujos componentes voltam à indústria para serem transformados em matéria-prima na elaboração de novos produtos. “Ao promovermos a reciclagem de eletrônicos, reduzimos o consumo de recursos naturais e evitamos o descarte no meio ambiente”, conta Marina Daineze, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Vivo.

A operadora também realiza ações do tema a estudantes e recupera modens e decodificadores, instalados em comodato na casa dos clientes. Em 2024, foram recondicionados mais de 1,2 milhão destes aparelhos, que retornaram em condições de uso, além de reciclar 97% dos resíduos de suas operações.

Circularidade e reciclagem de controle remoto

Outra empresa que atua nessa temática da circularidade é a Claro, por meio de seu programa Claro Recicla, que também conta com postos de coleta em suas lojas. Em números, coletou 3.825 toneladas de equipamentos residenciais em 2024, entre roteadores, decodificadores, fontes e controles remotos que atingiram o fim do ciclo da vida útil. O que não é totalmente reaproveitado, segue para destinação ambientalmente correta, destaca a operadora.

Falando em controle remoto, parte do plástico de todos os aparelhos coletados pela empresa é reutilizada na fabricação de novos,sendo reinseridos na cadeia de consumo da operadora. Em 2024, foram produzidos 626 mil itens reciclados e houve também um aumento de 3,95% na retirada de equipamentos para circularidade, informa matéria da TeleTime.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Freepik

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Estudo inédito no Brasil quantifica impacto da reciclagem na descarbonização e reforça urgência da economia circular https://tecnews.agenciafluence.com.br/estudo-inedito-no-brasil-quantifica-impacto-da-reciclagem-na-descarbonizacao-e-reforca-urgencia-da-economia-circular/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=estudo-inedito-no-brasil-quantifica-impacto-da-reciclagem-na-descarbonizacao-e-reforca-urgencia-da-economia-circular https://tecnews.agenciafluence.com.br/estudo-inedito-no-brasil-quantifica-impacto-da-reciclagem-na-descarbonizacao-e-reforca-urgencia-da-economia-circular/#respond Wed, 20 Aug 2025 15:00:09 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3457 A Planton, empresa especializada em tecnologia de mensuração de emissões, lança, em parceria com a eureciclo, o estudo “Impactos da Reciclagem na Emissão de Carbono”, iniciativa inédita que quantifica, com metodologia internacional e dados da cadeia de resíduos do Brasil, os benefícios ambientais da reciclagem e o papel estratégico da economia circular na redução de […]

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A Planton, empresa especializada em tecnologia de mensuração de emissões, lança, em parceria com a eureciclo, o estudo “Impactos da Reciclagem na Emissão de Carbono”, iniciativa inédita que quantifica, com metodologia internacional e dados da cadeia de resíduos do Brasil, os benefícios ambientais da reciclagem e o papel estratégico da economia circular na redução de emissões de gases de efeito estufa.

O levantamento, conduzido em 2025, aponta que, em média, a substituição de uma tonelada de material virgem por reciclado evita a emissão de 2,059 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e). O estudo foi lançado oficialmente em agosto no evento Climate Week em São Paulo.

Como forma de mensurar o impacto da reciclagem na sustentabilidade, atribuindo a gestão de resíduos um importante papel na redução das emissões de gases de efeito estufa, a iniciativa eureciclo e Planton ganha ainda mais relevância em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP 30, em novembro de 2025, em Belém do Pará — evento considerado decisivo para o avanço de diretrizes globais que conectem sustentabilidade, economia e justiça social.

“O impacto de financiar um estudo como esse vem da importância que o mercado começa a dar a reciclagem e a gestão dos resíduos industriais e pós consumo para conter impactos ambientais vividos hoje pela sociedade, como é o caso das mudanças climáticas. Materializar e mensurar esses impactos é o que vai possibilitar o olhar de indústrias e de órgãos públicos para o investimento no tema” comenta Rodrigo Palos, diretor comercial da eureciclo.

Destaques do estudo

Realizado com base nas diretrizes internacionais do GHG Protocol e da ISO 14067, o estudo considerou os cenários de uso 100% de matéria-prima virgem versus 100% reciclada. Embora a indústria geralmente trabalhe com combinações, a comparação direta permite mensurar com clareza os benefícios climáticos da reciclagem.

O destaque do levantamento foi o alumínio, cuja reciclagem evita a emissão de até 10,563 tCO₂e por tonelada, principalmente por evitar a etapa altamente emissora de extração da bauxita e o processo eletrointensivo de produção do metal primário. Em seguida aparecem os plásticos (2,128 tCO₂e em média), papel (1,348 tCO₂e), aço/ferro (1,759 tCO₂e) e vidro (0,354 tCO₂e).

O  estudo, portanto, demonstrou que a reciclagem de qualquer um dos materiais – plástico, metal, papel e vidro – evita emissões de CO2 de forma significativa. Para além da cadeia de reciclagem, a utilização de material reciclado nas embalagens e produtos contribui para reduzir a extração e o lixo gerado, sendo uma ação efetiva de descarbonização do Escopo 3 – emissões de carbono que acontecem em decorrência de processos das empresas que não podem ser controlados por elas, que abrangem desde a produção de bens e serviços utilizados pela empresa até o uso e descarte de seus produtos pelos consumidores.

Reciclagem evita emissões e reduz pressão sobre recursos naturais

A análise se concentrou nas etapas de extração da matéria-prima e destinação final dos resíduos, assumindo que as demais fases do ciclo de vida (como uso e fabricação da embalagem) têm emissões equivalentes, independentemente da origem do material. Os dados foram coletados de fontes primárias, como cooperativas de triagem em São Paulo, e secundárias, como a base internacional Ecoinvent 3.10 e os fatores de emissão do 6º Relatório do IPCC (2021).

O estudo também levou em conta as perdas médias nos processos de triagem (23%, segundo a ABREMA), distâncias médias percorridas até o reciclador e o perfil de resíduos recicláveis no Brasil.

“Nosso estudo é primordial para um momento estratégico que o mercado enfrenta, a fim de apoiar marcas que buscam alinhar suas metas de descarbonização com práticas sustentáveis concretas, oferecendo uma base científica, ajustada à realidade brasileira, sobre os benefícios do uso de material reciclado. Os dados refletem o cenário mais atual possível e são fundamentais para decisões mais conscientes e eficazes” afima Raiane Vargas, Diretora de Sustentabilidade da Planton.

Importância estratégica da reciclagem para o clima e a economia circular

Para além das emissões evitadas, a reciclagem gera ganhos importantes em circularidade, prolongando a vida útil dos materiais e reduzindo a necessidade de extração de novos recursos. Essa dinâmica está alinhada aos princípios da economia circular, cada vez mais presente nas agendas corporativas e governamentais, uma vez que a escassez de matéria-prima vem sendo uma preocupação global.

De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), a reciclagem no Brasil atingiu 8,3% do total de resíduos urbanos, incluindo o trabalho de catadores informais. Com o objetivo de ampliar essas taxas, a eureciclo vem trabalhando o PCR – material reciclado pós consumo – para reinserção do material na cadeia e incentivo a reciclagem no país

Para que os benefícios da reciclagem se concretizem em escala, é fundamental fortalecer toda a cadeia envolvida — desde a indústria até os catadores. Nesse sentido, o papel da eureciclo é ser fonte de informação, um agente estruturador das cadeias de reciclagem, e um facilitador no uso de material com conteúdo reciclado através do fornecimento de resina reciclada rastreada e de embalagens finais, em conjunto com uma rede de recicladores e fabricantes de embalagens.

“Nosso compromisso é contribuir com o fortalecimento estrutural do setor, garantindo que mais empresas adotem embalagens mais sustentáveis e que mais materiais sejam efetivamente reciclados, promovendo a economia circular com qualidade e escala. Cada vez mais marcas assumem compromissos fundamentais que incluem a redução da pegada de carbono, e conseguem retorno em reputação e vendas. O consumidor tem um olhar cuidadoso sobre marcas que apoiam ações efetivamente sustentáveis. ”, destaca Tânia Sassioto, diretora de Inovação na eureciclo.

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Empresas transformam descarte de uniformes em impacto social e ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-transformam-descarte-de-uniformes-em-impacto-social-e-ambiental/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=empresas-transformam-descarte-de-uniformes-em-impacto-social-e-ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/empresas-transformam-descarte-de-uniformes-em-impacto-social-e-ambiental/#respond Thu, 14 Aug 2025 13:00:21 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3413 É comum que uniformes de empresas se desgastem, mudem de configuração e de estilo. Como fazer essa transição sem causar danos ambientais e ainda promover o ESG nas operações? Pois companhias estão dando um destino consciente e social às peças. Uma delas é a Federal Express Corporation, mais conhecida por FedEx, empresa de transporte expresso […]

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É comum que uniformes de empresas se desgastem, mudem de configuração e de estilo. Como fazer essa transição sem causar danos ambientais e ainda promover o ESG nas operações? Pois companhias estão dando um destino consciente e social às peças.

Uma delas é a Federal Express Corporation, mais conhecida por FedEx, empresa de transporte expresso global, que há mais de uma década no Brasil conta com um programa de reutilização de uniformes antigos de seus funcionários. Até o momento, foram transformadas 93 mil peças de roupas, o equivalente a 30 toneladas de tecido, em mais de 37 mil cobertores.

Os itens beneficiaram 60 instituições de amparo a pessoas em situação de vulnerabilidade social e de proteção animal. “Com o nosso Programa de Reciclagem de Uniformes conseguimos transformar resíduos em um ativo social. Isso reforça nossa missão de promover a sustentabilidade e a responsabilidade com as comunidades”, comemora Gabriel Kayser, diretor de Marketing e Experiência do Cliente da FedEx.

Upcycling com uniformes

Segundo levantamento da consultoria S2F Partners, hub de inteligência especializada em gestão de resíduos e economia circular, o Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano. Apenas em 2024 cada residência descartou, em média, 44 quilos de roupas e calçados, de acordo com o estudo, publicado pela Agência Brasil.

Dados como esse demonstram a importância de iniciativas de reaproveitamento de materiais têxteis. É o caso da a Binatural, especialista na produção de biodiesel, que aderiu ao Programa Rede Costura, uma iniciativa do Sesc de Salvador e de Feira de Santana, BA, que capacita mulheres na área de costura e moda, promovendo inclusão social e geração de renda.

O projeto oferece cursos, oficinas e suporte técnico para que as participantes possam desenvolver habilidades na confecção de roupas e acessórios, fomentando redes colaborativas de produção e conectando-as ao mercado de trabalho, possibilitando a venda de seus produtos e incentivando o empreendedorismo.

Em 2024, foram arrecadados mais de 400kg de roupas e a Binatural doou os uniformes que estavam em processo de desgaste, tornando essa matéria-prima que pararia nos aterros na produção de peças novas. “Estamos comprometidos em investir na capacitação das comunidades onde atuamos, no caso, na Bahia, onde está localizada uma de nossas unidades fabris. Essa iniciativa exemplifica a cultura ESG, em que a sustentabilidade vai além da produção de biodiesel, mas se estende a todas as nossas ações e parcerias”, comenta André Lavor, CEO da Binatural, ao portal UAI.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Divulgação – FedEx

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SITEC 2025 reforça protagonismo da sustentabilidade empresarial com debates de alto nível e soluções inovadoras https://tecnews.agenciafluence.com.br/sitec-2025-reforca-protagonismo-da-sustentabilidade-empresarial-com-debates-de-alto-nivel-e-solucoes-inovadoras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sitec-2025-reforca-protagonismo-da-sustentabilidade-empresarial-com-debates-de-alto-nivel-e-solucoes-inovadoras https://tecnews.agenciafluence.com.br/sitec-2025-reforca-protagonismo-da-sustentabilidade-empresarial-com-debates-de-alto-nivel-e-solucoes-inovadoras/#respond Wed, 13 Aug 2025 11:00:39 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3405 Em um cenário marcado pela intensificação das agendas de sustentabilidade e pela expectativa para eventos globais como a COP30 e o Fórum Mundial de Economia Circular, a NS Group Feiras e Eventos realiza, nos dias 3 e 4 de setembro de 2025, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP), a 2ª edição […]

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Em um cenário marcado pela intensificação das agendas de sustentabilidade e pela expectativa para eventos globais como a COP30 e o Fórum Mundial de Economia Circular, a NS Group Feiras e Eventos realiza, nos dias 3 e 4 de setembro de 2025, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP), a 2ª edição do SITEC – Seminário Internacional de Tecnologia e Soluções Ambientais para a Indústria.

Integrado à FITEC – Feira Internacional de Tecnologia e Soluções Ambientais para a Indústria, o evento se consolida como um espaço estratégico de negócios, networking e troca de conhecimento para empresas e profissionais comprometidos com a transformação sustentável do setor industrial.

Esta segunda edição do SITEC traz como tema central o “Fórum do Conhecimento Sustentável” dividido em duas abordagens, no auditório 1 “Boas práticas operacionais para a consolidação da sustentabilidade nas empresas” e no auditório 2 “Visão estratégica e performance gerencial para a Sustentabilidade empresarial”, por meio do qual reunirá especialistas, líderes empresariais, representantes governamentais, investidores e acadêmicos para debater os caminhos da indústria rumo a um futuro de baixo carbono, mais eficiente e socialmente responsável.

 

Programação 2º SITEC

 

A programação contempla palestras magnas, painéis temáticos e apresentações de casos de sucesso, abordando desde gestão de resíduos e eficiência hídrica até regulamentações ambientais e inovações tecnológicas.

Destaques da programação dias 3 e 4 de setembro

Palestra Magna – “COP30 e a Contribuição do Setor Produtivo para a Descarbonização”, com Dr. Gilberto Natalini, médico, ex-vereador e ex-Foi secretário Executivo de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo

Painel: Melhores Práticas em Gestão de Resíduos – Economia circular, recuperação energética, logística reversa e benefícios socioambientais, com especialistas como Victor Cunto e Felipe Maia (da Cetrel); Fábio Rubens Soares (do CRQ-IV/SP); Fernando Altino (Instituto de Química da UERJ).

Painel: Eficiência Hídrica – Consumo Sustentável e Reúso – Estratégias para uso racional e redução de impactos, com Álvaro Alécio (da Opersan), Álvaro Teixeira (da Cetrel), Luciano Andreoti (CAS Tecnologia).

Painel: Eficiência Energética – Otimização do Consumo de Energia – Medidas que trazem vantagens para o setor industrial, Mercado Livre de Energia, com Marcos Schiewe (da PotencializEE), Fabrício Lopes (do SENAI); João Paulo Campos (da Evolua Energia).

Painel: Compromissos ESG – Fatores Essenciais para a Perenidade dos Negócios – ESG como Filosofia de Negócios para as Pequenas e Médias Empresas, sustentabilidade do ESG, ESG como Alavanca de Lucro e Inovação Estratégica, com Aron Belinky (ABC Associados), Vanessa Pires (Brada), Marcel Lapa Cortegiano (Green Credit Ecosystems).

Painel: Jornada para a Descarbonização nas empresas – Inventário de Emissões de Carbono Preciso e Eficiente, descarbonização no setor de transporte, gestão das emissões de carbono, com Felipe Viana (da Carbonext); Caroline Faria (da Schneider Electric); Renato Távora (da Econon).

Painel: Atualização em Regulamentações e Normas Ambientais – com Fabrício Soler (da S2F Partners); Dione Manetti (Pragma Soluções Sustentáveis); Sérgio Gonçalves (da Aesbe); Fernando Tinasi (da Green Credit Ecosystems).

O SITEC contemplará ainda duas apresentações especiais:

Palestra Especial: Mulheres que pilotam o seu PRÓPRIO AVIÃO – “Como Unir Tecnologia, Comportamento e a Visão de Responsabilidade Ambiental e Sustentável na Prática”. Foco em Propósito de vida, Oratória, Expressão Corporal e Branding

Palestra Especial: Santos Sells Tech – “Como Conseguimos Unir Tecnologia, Vendas e Liderança com a Visão de Responsabilidade Ambiental e Sustentável na Prática”

Muito além do debate, o SITEC cumpre seis funções estratégicas:

  1. Conscientizar e educar sobre desafios ambientais e sociais, apresentando soluções práticas para as empresas.
  2. Promover networking e colaboração entre empresas, órgãos públicos e entidades setoriais.
  3. Apresentar novas tecnologias e soluções capazes de reduzir consumo de recursos, emissões e geração de resíduos.
  4. Impulsionar a competitividade empresarial por meio da sustentabilidade.
  5. Auxiliar no cumprimento de regulamentações e na atualização sobre normas ambientais.
  6. Gerar novas oportunidades de negócios e parcerias estratégicas.

O seminário é direcionado a empresários, executivos, engenheiros, técnicos ambientais, professores, estudantes, consultores, investidores e representantes de órgãos públicos e privados, reunindo um público qualificado e tomador de decisão.

A FITEC e o SITEC se complementam como as principais vitrines do mercado ambiental no Brasil, oferecendo um ambiente B2B para conexões e negócios e posicionando o país no mapa global das soluções industriais sustentáveis.

Serviço:
Data: 3 e 4 de setembro de 2025
Local: Centro de Convenções Frei Caneca

Rua Frei Caneca, 569, 6º andar, Consolação

São Paulo, SP

Site: https://fitecambiental.com.br/

Saiba mais e inscreva-se: https://short-link.me/15Wgk

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