inovação - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br Indústria e Meio Ambiente em Pauta Fri, 05 Sep 2025 21:00:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://tecnews.agenciafluence.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-TECNEWS-750x123xc-1-32x32.png inovação - Tecnews https://tecnews.agenciafluence.com.br 32 32 12º Fórum do Biogás registra recorde de público e consolida avanços para a transição energética nacional https://tecnews.agenciafluence.com.br/12o-forum-do-biogas-registra-recorde-de-publico-e-consolida-avancos-para-a-transicao-energetica-nacional/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=12o-forum-do-biogas-registra-recorde-de-publico-e-consolida-avancos-para-a-transicao-energetica-nacional https://tecnews.agenciafluence.com.br/12o-forum-do-biogas-registra-recorde-de-publico-e-consolida-avancos-para-a-transicao-energetica-nacional/#respond Fri, 05 Sep 2025 21:00:55 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3561 O 12º Fórum do Biogás encerrou-se na última quarta-feira (3/9), no São Paulo Expo, na capital paulista, com resultados que confirmam sua relevância como o maior encontro do setor na América Latina. A edição histórica reuniu mais de 1.500 participantes, 55 patrocinadores, superando marcas anteriores, reforçando a maturidade de um segmento que cresce de forma […]

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O 12º Fórum do Biogás encerrou-se na última quarta-feira (3/9), no São Paulo Expo, na capital paulista, com resultados que confirmam sua relevância como o maior encontro do setor na América Latina. A edição histórica reuniu mais de 1.500 participantes, 55 patrocinadores, superando marcas anteriores, reforçando a maturidade de um segmento que cresce de forma consistente no Brasil.

“Registramos recorde de público e de patrocinadores, com a presença de autoridades estratégicas como a presidente da Petrobras e o prefeito de São Paulo. Essas lideranças mostraram que o biometano não é mais uma promessa futura: é uma realidade em expansão, com papel central na transição energética do país”, comemorou a presidente executiva da ABiogás, Renata Isfer, ao listar os principais momentos do 12º Fórum do Biogás.

Durante dois dias, autoridades, especialistas e representantes de empresas nacionais e internacionais debateram temas cruciais para o futuro do biogás e do biometano, como regulação, financiamento, inovação tecnológica, mobilidade sustentável e descarbonização. Entre as presenças internacionais de destaque, estiveram especialistas da Agência Internacional de Energia (IEA) e do American Biogas Council, que trouxeram experiências globais e reforçaram o papel do Brasil no cenário internacional de bioenergia.

 

Destaques da 12ª edição do Fórum do Biogás

Outro destaque desta edição foi a assinatura do decreto municipal pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estabelecendo diretrizes para ampliar o uso do biometano na frota de ônibus da cidade. A medida, considerada histórica, foi recebida como símbolo de uma política pública robusta para acelerar a descarbonização do município.

Renata Isfer acrescentou que o lançamento da plataforma estratégica em Power BI desenvolvida pela Associação foi outra novidade de relevância da programação. A ferramenta organiza e disponibiliza dados regulatórios, tributários e financeiros em um único ambiente digital. O lançamento da entidade busca reduzir assimetrias de informação e apoiar investidores, empresas e formuladores de políticas públicas, promovendo maior transparência e agilidade nas decisões de mercado.

Para o diretor executivo da ABiogás, Tiago Santovito, a edição representou um salto em qualidade e abrangência. “Os dois dias de evento foram um sucesso, tanto pela programação quanto pela infraestrutura. Reforço a importância da assinatura do decreto do prefeito Ricardo Nunes, a qualidade técnica dos debates e a pluralidade do público, que reuniu produtores e empresas interessadas em descarbonizar suas operações”, comentou o diretor.

A percepção de crescimento do setor esteve presente em todas as discussões. Renata Isfer destacou que o Fórum reflete não apenas a consolidação de uma agenda de inovação e competitividade, mas também a evolução de uma indústria que já mostra escala. “Quando o evento chega à sua 12ª edição e já se prepara para a 13ª, percebemos que o biometano deixou de ser visto como uma tecnologia do futuro. Ele é presente, competitivo e estratégico. A cada ano, o Fórum reforça esse amadurecimento e contribui para posicionar o Brasil como referência global em bioenergia”, resumiu a presidente do órgão.

Próximos eventos

A programação da ABiogás no mês de setembro seguirá com a próxima etapa do Circuito do Biogás nos Estados, marcada para 29 de setembro de 2025, em Goiânia (GO), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG). O encontro terá a participação do subsecretário de Energia, Telecom e Cidades Inteligentes de Goiás, Renato Rodrigues de Lyra, que apresentará o panorama regional do mercado de biogás e biometano, reforçando a expansão da agenda no eixo Centro Oeste do país. Informações complementares podem ser obtidas no site: abiogas.org.br

A entidade também confirmou que o 13º Fórum do Biogás será realizado em setembro de 2026, em São Paulo, reforçando o compromisso com a qualidade dos conteúdos técnicos.

Com a diversidade de temas, a pluralidade de atores e a densidade técnica das discussões, o 12º Fórum do Biogás consolidou sua missão de ser mais que um espaço de debates: um catalisador de iniciativas concretas que impulsionam investimentos, fortalecem políticas públicas e aceleram a transição energética brasileira.

Foto: Abiogás/Divulgação

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Cedro Têxtil investe R$ 100 milhões em inovação com foco em sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/cedro-textil-investe-r-100-milhoes-em-inovacao-com-foco-em-sustentabilidade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cedro-textil-investe-r-100-milhoes-em-inovacao-com-foco-em-sustentabilidade https://tecnews.agenciafluence.com.br/cedro-textil-investe-r-100-milhoes-em-inovacao-com-foco-em-sustentabilidade/#respond Thu, 28 Aug 2025 17:00:40 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3515 Com 153 anos de história, a Cedro Têxtil concluiu recentemente um dos maiores ciclos de investimentos de sua trajetória, que supera R$ 100 milhões, e colhe resultados expressivos: redução de 73% no consumo de vapor, 50% no uso da água, 33% na energia elétrica, além de 85% nas emissões de CO₂e. Com inovação, a empresa […]

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Com 153 anos de história, a Cedro Têxtil concluiu recentemente um dos maiores ciclos de investimentos de sua trajetória, que supera R$ 100 milhões, e colhe resultados expressivos: redução de 73% no consumo de vapor, 50% no uso da água, 33% na energia elétrica, além de 85% nas emissões de CO₂e. Com inovação, a empresa apresenta ganhos em produtividade, qualidade e sustentabilidade.

“A inovação precisa estar a serviço da sustentabilidade e da competitividade. Nossos investimentos estão conectados com uma visão de longo prazo, que integra tecnologia, responsabilidade ambiental e entrega de valor ao cliente”, afirma Fábio Mascarenhas Alves (foto), presidente da Cedro Têxtil. Ele assumiu o cargo em março deste ano, após ocupar a diretoria de Relações com Investidores.

Inovação com ultrassom na lavagem do tecido

As mudanças mais expressivas ocorreram no setor de acabamento. A substituição das caixas de lavagem tradicionais por modelos ultrassônicos gerou impacto direto nos indicadores ambientais e operacionais:

  • 73% menos consumo de vapor
  • 50% menos uso de água
  • 33% de economia de energia elétrica
  • 80% de economia de espaço físico na planta
  •  “O novo modelo de lavagem nos permite trabalhar com muito mais eficiência, preservando recursos naturais e melhorando o desempenho operacional”, explica Fábio Mascarenhas.

A empresa também incorporou um moderno equipamento alemão da Brückner, que elevou a estabilidade dimensional dos tecidos, reduziu o consumo energético e aumentou a produtividade. No setor de tratamento de água, a adoção da tecnologia de osmose reversa passou a garantir água de reuso com o mais alto grau de pureza, que é destinada novamente à produção.

Pegada de carbono diminui 85%

O esforço para tornar a produção mais limpa e eficiente rendeu certificações importantes como GHG Protocol (FGV), ISO 14001, Oekotex Standard100, C2C e UL. A Cedro é participante do movimento Higg Index®, e demonstra o seu compromisso com a transparência compartilhando o seu inventário químico na plataforma Clean Chain, além de utilizar corante índigo Aniline Free nos tingimentos do Jeans.

“A última medição do nosso balanço de carbono mostra uma redução de 85% nas emissões de CO₂e, o que reforça nosso compromisso com a descarbonização da indústria têxtil”, afirma o presidente. Ele lembra que a companhia tem contribuído também para um maior engajamento do setor na ESG, ao sugerir a criação da Liga de Descarbonização na Abit, a Associação Brasileira da Indústria Textil. A Liga foi implementada em 2024 pela entidade para incentivar as associadas a investir em uma produção mais sustentável.

Menos 3 milhões de garrafas pet na natureza

A modernização da fiação incluiu uma linha automatizada capaz de ampliar o processamento de poliéster reciclado, oriundo de garrafas PET. “Trabalhamos com um modelo de produção mais circular e consciente, sem abrir mão de performance e qualidade”, diz Fábio Mascarenhas.

Segundo ele, os uniformes produzidos com essa tecnologia são responsáveis por evitar o lançamento de 3 milhões de garrafas/ano na natureza, inclusive dos oceanos – em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS14) das Nações Unidas, sobre conservação e uso sustentável dos oceanos.

Inovação contínua

A Cedro adotou inteligência artificial e machine learning nas etapas de fiação e tecelagem, com sistemas de controle em tempo real que garantem mais estabilidade nos processos e melhores resultados para o cliente. Para consolidar essa frente, foi criada a Gerência de Tecnologia Operacional e Inovação.

Com base no sistema Lean (TPS – Toyota Production System), a Cedro mantém uma cultura de inovação que já acumula mais de 88 mil kaizens implementados nos últimos 14 anos. Em 2024, a empresa lançou também o Kaizen Sócio-Ambiental, com 2.567 ações sustentáveis realizadas em comunidades por iniciativa dos próprios colaboradores.

Diferenciais estratégicos

Além da sustentabilidade e da eficiência, a Cedro se diferencia por seu portfólio de produtos com alto valor agregado, como tecidos funcionais e tecnológicos para o segmento de WorkWear. “Somos a única empresa da América Latina homologada para usar a marca Proban®️, que confere aos tecidos a propriedade de serem retardantes à chama”, afirma Fábio Mascarenhas.

A Cedro também é pioneira e a única no Brasil ao operar com os três sistemas de tingimento índigo utilizados no denim, além de deter patentes exclusivas e manter parcerias com centros de pesquisa (ainda sob confidencialidade).

“Nosso diferencial não está apenas na tecnologia, mas na forma como ela é aplicada com responsabilidade, pensando no futuro da indústria, do meio ambiente e da sociedade”, conclui Mascarenhas.

Foto: Washington Alves/Light Press

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Estacionamentos aderem às práticas ambientalmente eficientes https://tecnews.agenciafluence.com.br/estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes https://tecnews.agenciafluence.com.br/estacionamentos-aderem-as-praticas-ambientalmente-eficientes/#respond Mon, 11 Aug 2025 17:00:20 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3394 Quando você sai com seu carro leva em conta a sustentabilidade de onde vai estacionar? Pois as redes de estacionamentos estão se adaptando para aderir e colocar em prática o ESG em suas operações. Uma delas é a parceria entre a rede Estapar com a fabricante Fuplastic, que está produzindo uma guarita integralmente construída com […]

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Quando você sai com seu carro leva em conta a sustentabilidade de onde vai estacionar? Pois as redes de estacionamentos estão se adaptando para aderir e colocar em prática o ESG em suas operações.

Uma delas é a parceria entre a rede Estapar com a fabricante Fuplastic, que está produzindo uma guarita integralmente construída com blocos modulares 100% reciclados. Cada guarita utiliza 690 blocos, fabricados a partir de 345 quilos de resíduos plásticos, representando a retirada de 13,8 mil garrafas PET ou 69 mil sacolas plásticas da natureza.

Isso evita a emissão de 690 quilos de CO₂ na atmosfera, um passo concreto na redução de carbono em espaços urbanos.“Para nós, sustentabilidade e inovação são pilares em cada ponto de contato da nossa operação. Esse é um primeiro de muitos passos em direção a uma infraestrutura urbana mais consciente, evidenciando que a adoção de simples soluções, por meio de parcerias estratégicas, e investimentos em tecnologia, impulsionamos um futuro mais sustentável”, comemora Murillo Cerqueira, vice-presidente comercial e de operações da Estapar.

A fabricante destaca ainda que essa é a primeira atuação no setor de estacionamentos, sendo apta a ser implementada em larga escala, com facilidade de transporte, montagem e adaptação para diferentes usos.“Transformar resíduos em estruturas urbanas essenciais muda a forma como enxergamos a cidade. A guarita mostra que o lixo reciclado pode ganhar um novo propósito, com impacto direto na vida das pessoas e no meio ambiente”, explica Bruno Frederico, CEO da Fuplastic.

Impermeabilização dos estacionamentos

Outra inovação vem da Bahia: o Salvador Bahia Airport, administrado pela VINCI Airports, conta com um estacionamento premiado que tem como diferença a impermeabilização com poliureia, material que não contém compostos orgânicos voláteis, tem baixa geração de resíduos e atende a certificação internacional LEED, voltada à construção sustentável.

A tecnologia cobre uma área de mais de 18 mil m² e alia eficiência técnica a benefícios ambientais, haja vista que a solução tem vida útil estimada em 20 anos.“A poliureia não apenas protege nossa estrutura, mas fortalece nosso legado sustentável”, afirma, ao Correio da Bahia, Ronie Lima, supervisor de contratos do aeroporto.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:Divulgação – Estapar

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Indústria de alimentos desenvolve embalagens que facilitam a reciclagem https://tecnews.agenciafluence.com.br/industria-de-alimentos-desenvolve-embalagens-que-facilitam-a-reciclagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=industria-de-alimentos-desenvolve-embalagens-que-facilitam-a-reciclagem https://tecnews.agenciafluence.com.br/industria-de-alimentos-desenvolve-embalagens-que-facilitam-a-reciclagem/#respond Thu, 31 Jul 2025 17:00:11 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3332 Pensar em sustentabilidade no consumo também engloba o design de produtos e quando o tema vem da indústria de alimentos, essa premissa é crucial. Um destaque vai para O1NE, considerada a primeira embalagem monomaterial de café desenhada para reciclagem no país. A ideia é resultado de uma parceria da articulação Movimento Circular, que conectou a […]

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Pensar em sustentabilidade no consumo também engloba o design de produtos e quando o tema vem da indústria de alimentos, essa premissa é crucial. Um destaque vai para O1NE, considerada a primeira embalagem monomaterial de café desenhada para reciclagem no país.

A ideia é resultado de uma parceria da articulação Movimento Circular, que conectou a indústria química Dow e Valgroup, responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia desse item, com a Catarina Café e Amor, especializada em torrefação premiume considerada pioneira na adoção dessa solução sustentável em sua linha de produtos.

O item foi desenvolvido com resinas Elite™ AT e Innate™ da Dow, com barreira ideal para umidade e ao oxigênio, com alta resistência mecânica e design que facilita a reciclagem.“A embalagem O1NE é o primeiro modelo pensado desde a concepção para possibilitar a circularidade, onde a ciência de materiais oferece uma resposta concreta a demandas por modelos sustentáveis”, comenta Vinicius Saraceni, diretor-geral do Movimento Circular, ecossistema colaborativo que impulsiona mudanças reais por meio da educação, comunicação, cultura e inovação.

Em números, segundo o Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), 40% das embalagens de café são de 500g e 60% de 250g, sendo que 3,3 bilhões delas colocadas no mercado brasileiro todos os anos. Estima-se mais de uma embalagem por mês por habitante, a maioria com destino direto a aterros sanitários ou para um dos mais de 3 mil lixões que o Brasil ainda insiste em manter. Esses números reforçam a urgência e o potencial de soluções circulares para o setor do café.

Delivery de alimentos

Outro ponto a considerar é o sistema de entregas, o famoso delivery. Quem nunca se viu com uma série de embalagens ao receber uma refeição? Com esse toque, uma indústria brasileira desenvolveu o SacoEcoMulti, modelo em kraft (e zero plástico) com sistema de compartimentos para garrafas e alimentos.

A nova embalagem está em fase de testes em hamburguerias de São Paulo, com foco na aceitação do público e também em checar a resistência nas entregas. “Acreditamos que não apenas otimiza a logística de delivery, mas também estabelece um novo padrão para embalagens sustentáveis no setor”, conta Josiel Pedro, CEO da SacoEcoMulti, ao Ciclo Vivo.

Produzida a partir de materiais como caixas longa vida descartadas, a embalagem é biodegradável e compostável, minimizando o impacto ambiental e eliminando a necessidade de sacolas plásticas separadas no envio de bebidas.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Divulgação

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Resíduos de laboratório ganham destinação correta com projeto de logística reversa da Merck e FUNED https://tecnews.agenciafluence.com.br/residuos-de-laboratorio-ganham-destinacao-correta-com-projeto-de-logistica-reversa-da-merck-e-funed/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=residuos-de-laboratorio-ganham-destinacao-correta-com-projeto-de-logistica-reversa-da-merck-e-funed https://tecnews.agenciafluence.com.br/residuos-de-laboratorio-ganham-destinacao-correta-com-projeto-de-logistica-reversa-da-merck-e-funed/#respond Fri, 25 Jul 2025 13:00:04 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3311 A Merck Life Science, líder em ciência e tecnologia, em uma iniciativa pioneira no setor de ciências da vida, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (FUNED), lançou um programa de logística reversa para o reaproveitamento de consumíveis utilizados em sistemas de purificação de água da linha Milli-Q®, amplamente presentes no laboratório da empresa e […]

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A Merck Life Science, líder em ciência e tecnologia, em uma iniciativa pioneira no setor de ciências da vida, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (FUNED), lançou um programa de logística reversa para o reaproveitamento de consumíveis utilizados em sistemas de purificação de água da linha Milli-Q®, amplamente presentes no laboratório da empresa e em laboratórios de todo o país. O projeto, batizado de Green Cycles, é totalmente voluntário, sem exigência de contrato comercial, e se destaca por incorporar soluções de baixo custo e alta rastreabilidade ambiental.

A iniciativa, em vigor há dois anos, representa uma oportunidade concreta de reduzir os impactos ambientais e reforçar o compromisso da empresa com a responsabilidade socioambiental e já realizou o recolhimento de 60 kg de material do laboratório. A proposta incorpora princípios da economia circular à rotina dos laboratórios, promovendo a coleta, identificação e destinação adequada de resíduos como filtros, cartuchos, mangueiras e até materiais classificados como perigosos, como lâmpadas UV e placas eletrônicas. Parte expressiva desses resíduos é transformada em PEAD (polietileno de alta densidade), um tipo de plástico reutilizável amplamente empregado em aplicações industriais.

“O Green Cycles representa mais do que uma solução de descarte: é um novo modelo de responsabilidade compartilhada entre fornecedores, instituições e o meio ambiente. Essa iniciativa reforça o compromisso da Merck com a sustentabilidade em todas as etapas da cadeia de valor”, destaca Daniela Mode, Gerente Sênior de Vendas Brasil de Lab Water Solutions.

 

Resíduos de laboratório

 

A operacionalização do projeto conta com a expertise da Bulbless, especializada em logística reversa. A empresa é responsável pela coleta, triagem e envio dos resíduos para diferentes destinos, de estações de tratamento a segmentos industriais, garantindo conformidade com as normas ambientais e os princípios ESG, que é uma sigla que representa Environmental, Social, and Governance (Ambiental, Social e Governança).

O Green Cycles está estruturado em duas fases: a primeira, voltada para resíduos não perigosos, já em plena operação; e a segunda, opcional, que inclui resíduos perigosos, como componentes eletrônicos e lâmpadas, mediante emissão do CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).

Sem necessidade de volume mínimo para adesão e com coleta realizada em todo o território nacional, o projeto também funciona como ferramenta de engajamento institucional. Empresas participantes são estimuladas a divulgar a ação em seus canais de comunicação, ampliando o alcance da pauta ambiental e reforçando seu compromisso com práticas responsáveis.

Até o fim deste ano, a Merck pretende coletar, ao longo de 2025, pelo menos 1 tonelada de material, o que representa um aumento de 30% em relação ao total registrado no ano anterior. O dado se refere ao desempenho global do projeto. Com essa iniciativa, a Merck reafirma sua posição como referência em inovação e sustentabilidade no setor. “Assumir a dianteira em soluções ambientais é um dever que temos com as futuras gerações e com a ciência que promovemos todos os dias”, destaca Helea Ferreira, Coordenadora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente.

Foto: Merck/Divulgação

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Avery Dennison lança no Brasil a primeira etiqueta térmica direta, com conteúdo reciclado de resíduo pós-industrial https://tecnews.agenciafluence.com.br/avery-dennison-lanca-no-brasil-a-primeira-etiqueta-termica-direta-com-conteudo-reciclado-de-residuo-pos-industrial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=avery-dennison-lanca-no-brasil-a-primeira-etiqueta-termica-direta-com-conteudo-reciclado-de-residuo-pos-industrial https://tecnews.agenciafluence.com.br/avery-dennison-lanca-no-brasil-a-primeira-etiqueta-termica-direta-com-conteudo-reciclado-de-residuo-pos-industrial/#respond Fri, 18 Jul 2025 13:00:45 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3281 Com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos e aumentar a circularidade na indústria de embalagens, a Avery Dennison, líder global em ciência de materiais e soluções de identificação digital, apresenta uma novidade em seu portfólio de produtos sustentáveis. De forma pioneira no Brasil, a companhia lança o Fasson® Térmico Dry 10% PIR, a […]

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Com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos e aumentar a circularidade na indústria de embalagens, a Avery Dennison, líder global em ciência de materiais e soluções de identificação digital, apresenta uma novidade em seu portfólio de produtos sustentáveis. De forma pioneira no Brasil, a companhia lança o Fasson® Térmico Dry 10% PIR, a primeira etiqueta térmica direta, composta com 10% de conteúdo reciclado de resíduo pós-industrial.

A solução, desenvolvida pela companhia em parceria com a Oji Papéis Especiais – fornecedora de papéis térmicos – e a Polpel, especialista em reciclagem de liners, é fruto do programa AD Circular, uma iniciativa lançada e gerida pela própria Avery Dennison, voltada à reciclagem e transformação dos resíduos gerados na conversão e aplicação de suas soluções autoadesivas.

 

Etiqueta térmica

De acordo com Renato Rafael, gerente de produtos da Avery Dennison na América Latina, o novo Fasson® Térmico Dry 10% PIR atende especialmente aos segmentos que fazem uso de etiquetas térmicas diretas para precificação, impressão de código de barras e eficiência operacional – a exemplo dos supermercados, empresas e departamentos de logística e e-commerce.

“Juntos, somente esses setores movimentam mais de R$ 2 trilhões por ano, o que demonstra o potencial de consumo brasileiro, tanto de alimentos quanto de outros produtos, principalmente os bens de consumo. Portanto, pensando no reflexo dessas operações, precisamos agir colaborativamente para que as empresas adequem os seus processos com um menor impacto ambiental, ainda mantendo a alta eficiência e praticidade. Esta nova solução vem como uma opção que pode atender esta demanda do mercado”, explica o executivo.

 

Reutilização de materiais

Produzido sem uso de Bisfenol A (BPA-Free), o novo frontal Fasson® Térmico Dry 10% PIR se apresenta como a opção ideal ao priorizar a reutilização de materiais e, ao mesmo tempo, impulsionar a economia circular, devido à sua composição com fibras de papel reciclado, coletados durante o processo de conversão de rótulos e etiquetas das empresas participantes da iniciativa de economia circular da Avery Dennison, o AD Circular.

Oferecido em conjunto com um liner apto para reciclagem, também por meio do AD Circular, o Fasson® Térmico Dry 10% PIR, chancelado pela FSC®, pode ser combinado com os adesivos S2045N ou C2075, ambos certificados pelas instituições PTS (Papiertechnische Stiftung, ou Foundation for Paper Technology) – que garante que o produto é apto para a reciclagem de papel e papelão, podendo a etiqueta permanecer nessas embalagens sem afetar esse processo específico de reciclagem – e Biopreferred, um programa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que valida o uso de conteúdo de base biológica no desenvolvimento do produto.

Foto: Avery Dennison/Divulgação

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Grupo Unità aposta em inovação para contribuir com as metas do Marco Legal do Saneamento  https://tecnews.agenciafluence.com.br/grupo-unita-aposta-em-inovacao-para-contribuir-com-as-metas-do-marco-legal-do-saneamento/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=grupo-unita-aposta-em-inovacao-para-contribuir-com-as-metas-do-marco-legal-do-saneamento https://tecnews.agenciafluence.com.br/grupo-unita-aposta-em-inovacao-para-contribuir-com-as-metas-do-marco-legal-do-saneamento/#respond Tue, 15 Jul 2025 17:00:43 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3260 Aprovado em 2020, o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece um dos maiores desafios de infraestrutura do Brasil: garantir, até 2033, o acesso de 99% da população à água potável e ampliar de 53,2% para 90% a cobertura de coleta e tratamento de esgoto​. Para viabilizar essas metas, estima-se que o país precisará de mais […]

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Aprovado em 2020, o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece um dos maiores desafios de infraestrutura do Brasil: garantir, até 2033, o acesso de 99% da população à água potável e ampliar de 53,2% para 90% a cobertura de coleta e tratamento de esgoto​. Para viabilizar essas metas, estima-se que o país precisará de mais de 27 bilhões de dólares em investimentos.

Nesse cenário, empresas que oferecem soluções tecnológicas e eficientes ganham protagonismo — como é o caso do Grupo Unità, que vem se preparando para atuar de forma estratégica nesse processo por meio da sua Linha Industrial.

Novo Marco Legal do Saneamento

“O Grupo Unità vem acompanhando de forma muito próxima os desdobramentos do Novo Marco Legal do Saneamento. Sabemos da dimensão do desafio e acreditamos que podemos ser parte da solução. Por isso, estamos investindo em equipamentos específicos para sistemas de água e esgoto, estações de tratamento (ETA e ETE), e desenvolvendo soluções técnicas personalizadas para atender as diferentes demandas regionais”, afirma Darcio Machado, Gerente Comercial Industrial do Grupo Unità.

Segundo Darcio, a empresa tem focado em ampliar seu portfólio com bombas submersíveis, bipartidas, de eixo vertical de grande porte, misturadores e acessórios de alto desempenho. “São produtos com alta eficiência energética e durabilidade, pensados para aplicações críticas. Queremos garantir não só confiabilidade, mas também economia de energia e redução de custos operacionais para os nossos clientes, o que é essencial em projetos públicos e privados de saneamento.”

Outra frente importante é a construção de parcerias estratégicas. “Estamos atentos aos principais projetos de saneamento em andamento no país e buscamos antecipar as demandas. Além de fornecer equipamentos, queremos estar junto desde a concepção até a operação dos sistemas, construindo relações sólidas e duradouras com clientes e integradores”, pontua.

Embora a linha de pressurização da empresa esteja mais voltada para os setores da construção civil e predial, Darcio destaca que ela também pode ser aplicada em soluções complementares. “Em empreendimentos industriais e comerciais, por exemplo, a estabilidade de pressão no sistema interno de água é essencial. São tecnologias que se conectam à ideia de universalizar o acesso à água de forma eficaz.”

Expansão e tecnologias

Para suportar essa expansão, o Grupo Unità está se reestruturando em várias áreas. “Estamos reforçando nossa presença nacional por meio de uma rede de revendas regionais, assistência técnica autorizada e estoques locais. Também intensificamos o diálogo com nossa fábrica na China, com foco em desenvolver bombas mais alinhadas às necessidades do mercado brasileiro”, explica o gerente.

A empresa ainda aposta na tecnologia para melhorar a experiência dos seus parceiros. Um exemplo é o lançamento do Leselect, um software próprio de seleção de produtos. “Esse sistema vai facilitar o dia a dia de projetistas, representantes e distribuidores, oferecendo uma ferramenta prática e precisa para a escolha do equipamento ideal para cada projeto”, conta Darcio.

O Grupo Unità também vem promovendo missões técnicas à fábrica na China com parceiros estratégicos do Brasil, o que, segundo Darcio, tem sido essencial para acelerar o desenvolvimento de novos modelos voltados ao saneamento. “Essa troca direta encurta caminhos e possibilita soluções mais personalizadas e rápidas para o mercado nacional.”

Com uma atuação cada vez mais robusta e estruturada, a empresa quer ser reconhecida como parceira estratégica na jornada rumo à universalização do saneamento. “O nosso diferencial está na agilidade, na capacidade de adaptação e na busca constante por inovação. Temos consciência da nossa responsabilidade e estamos prontos para contribuir com um dos projetos mais importantes do país para os próximos anos”, conclui Darcio Machado.

Foto: Grupo Unità/Divulgação

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Modernização e digitalização: Como a inovação estende a vida das usinas hidrelétricas nacionais https://tecnews.agenciafluence.com.br/modernizacao-e-digitalizacao-como-a-inovacao-estende-a-vida-das-usinas-hidreletricas-nacionais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=modernizacao-e-digitalizacao-como-a-inovacao-estende-a-vida-das-usinas-hidreletricas-nacionais https://tecnews.agenciafluence.com.br/modernizacao-e-digitalizacao-como-a-inovacao-estende-a-vida-das-usinas-hidreletricas-nacionais/#respond Tue, 15 Jul 2025 13:00:59 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3255 As usinas hidrelétricas, com seus 109 GW de potência instalada, continuam sendo a espinha dorsal da geração elétrica no Brasil. No entanto, muitas dessas gigantes, integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), já acumulam décadas de operação, enfrentando desgaste de equipamentos, diminuição da confiabilidade e perdas de eficiência. Diante desse cenário, a modernização e a ampliação […]

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As usinas hidrelétricas, com seus 109 GW de potência instalada, continuam sendo a espinha dorsal da geração elétrica no Brasil. No entanto, muitas dessas gigantes, integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), já acumulam décadas de operação, enfrentando desgaste de equipamentos, diminuição da confiabilidade e perdas de eficiência. Diante desse cenário, a modernização e a ampliação da capacidade dessas usinas tornaram-se prioridades estratégicas e regulatórias.

 

Leilão de usinas

Um marco nesse movimento é o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP), planejado pelo Ministério de Minas e Energia para 2025. O leilão visa contratar a ampliação da potência em usinas já existentes, por meio da instalação de Unidades Geradoras adicionais nos chamados “poços vazios”, estimulando investimentos privados sem a necessidade de construir novas barragens. Embora suspenso temporariamente por questões jurídicas, o LRCAP permanece como uma prioridade para o setor.

Estudos da Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage) revelam um potencial inexplorado gigantesco. “As usinas hidrelétricas poderiam aumentar sua capacidade em 86,4 GW, um salto de 79% sobre a potência atual”, afirma o relatório. Desse montante, 7,4 GW viriam da adição de novas Unidades Geradoras em espaços físicos já existentes de doze usinas, além da ampliação de outras duas hidrelétricas.

Dois exemplos práticos dessa iniciativa são as usinas de Jaguara e São Simão. A UHE Jaguara, construída em 1971, está recebendo um aporte de cerca de R$ 500 milhões para a modernização de suas quatro unidades geradoras e foi aprovada para participar do LRCAP, buscando um aumento de 232,5 MW com duas novas unidades. A UHE São Simão, de 1.710 MW, construída em 1978, passa por um importante processo de modernização em suas seis unidades geradoras, com tecnologia moderna de automação, e também está apta a participar do leilão para ampliar sua capacidade total para 2.020 MW.

 

Engenharia Digital: A Resposta Estratégica para os Desafios

Um dos grandes desafios na preparação de estudos técnicos para os leilões de repotenciação de hidrelétricas, que são estruturas complexas com décadas de operação, é a ausência de documentação atualizada e prazos apertados. É nesse ponto que a engenharia digital surge como uma solução estratégica.

Pedro Lima, líder de Engenharia Digital da Tractebel Brasil, Chile e Canadá, destaca a importância dessa abordagem. “A engenharia digital se consolida como a ponte entre o diagnóstico preciso e a tomada de decisão eficiente. Soluções como escaneamento a laser, Gaussian Splatting, plantas virtuais e a metodologia BIM são aplicadas para obter uma representação fiel da estrutura como ela é hoje, possibilitando a investigação de cada detalhe técnico necessário”, destaca.

A partir dessas representações, são criados modelos digitais tridimensionais inteligentes, que integram informações técnicas, operacionais e espaciais em um único ambiente comum de dados. “Também utilizamos inteligência artificial na análise de dados, imersão nos modelos com óculos de realidade virtual e ambientes colaborativos em nuvem, promovendo um fluxo contínuo entre estudo, projeto e execução”, complementa Lima. Esses modelos são a base para os estudos de engenharia que os leilões exigem, garantindo maior assertividade na definição de escopos, avaliação de viabilidade técnica e mitigação de riscos. O resultado são os gêmeos digitais permanentes, que se tornam ativos estratégicos ao longo da construção, operação e manutenção.

Rafael Cesário, gerente de Projetos da área de Hidroenergia da Tractebel Brasil, Chile e Canadá, enfatiza que a digitalização vai além da tecnologia. “É fundamental ir além do uso de tecnologias prontas. Para um projeto ser bem-sucedido, é necessário desenvolver estratégias personalizadas, avaliando caso a caso quais ferramentas devem ser utilizadas e quais benefícios reais podem ser obtidos. A lógica não é apenas digitalizar — é digitalizar com propósito e inteligência, assegurando ganho de produtividade, rastreabilidade, desempenho e redução de incertezas”, orienta.

A modernização e a ampliação estratégica das hidrelétricas brasileiras, aliadas ao uso inteligente da engenharia digital, representam mais do que soluções técnicas pontuais. “São caminhos sólidos para o fortalecimento sustentável da matriz energética nacional”, pontua Cesário.

Ao investir em projetos de repotenciação e digitalização, o Brasil não apenas otimiza o uso dos recursos hídricos existentes, mas também eleva sua segurança energética e competitividade econômica, abrindo portas para um crescimento mais robusto e ambientalmente responsável. “A união entre inovação tecnológica e visão estratégica será decisiva para enfrentar os desafios energéticos das próximas décadas e garantir um futuro mais sustentável para o país”, afirmam os especialistas.

Foto: Freepik

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Inovação, sustentabilidade e insumos estratégicos são pilares para a transformação do setor industrial em 2025 https://tecnews.agenciafluence.com.br/inovacao-sustentabilidade-e-insumos-estrategicos-sao-pilares-para-a-transformacao-do-setor-industrial-em-2025/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inovacao-sustentabilidade-e-insumos-estrategicos-sao-pilares-para-a-transformacao-do-setor-industrial-em-2025 https://tecnews.agenciafluence.com.br/inovacao-sustentabilidade-e-insumos-estrategicos-sao-pilares-para-a-transformacao-do-setor-industrial-em-2025/#respond Mon, 14 Jul 2025 17:00:57 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3252 A indústria brasileira encerrou 2024 em um ritmo de retomada, registrando um crescimento de 3,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho, que marca o fim de períodos consecutivos de retração, foi impulsionado principalmente pela indústria de transformação (3,8%) e pela construção civil (4,3%). Entre os pilares estratégicos para essa […]

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A indústria brasileira encerrou 2024 em um ritmo de retomada, registrando um crescimento de 3,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho, que marca o fim de períodos consecutivos de retração, foi impulsionado principalmente pela indústria de transformação (3,8%) e pela construção civil (4,3%). Entre os pilares estratégicos para essa transformação estão insumos fundamentais para o setor industrial, como o cobre e o alumínio.

“Esse avanço reflete uma reorganização de cadeias produtivas, a adoção de tecnologias de automação e digitalização, e a incorporação gradual de práticas sustentáveis nas estratégias industriais”, avalia Walter Sanches, diretor de TI e Planejamento da Termomecanica. Para ele, 2025 se apresenta como um período de continuidade e aprofundamento dessas transformações, mesmo diante de desafios persistentes no cenário industrial.

 

Cobre e Alumínio: Insumos Estratégicos no Centro da Transformação

 

No cerne dessa expansão industrial, dois insumos se destacam: o Cobre e o Alumínio. A crescente demanda por soluções ligadas à transição energética, à mobilidade elétrica, à expansão de data centers e à reestruturação da infraestrutura urbana tem impulsionado o consumo desses metais.

No setor elétrico, por exemplo, o Alumínio é amplamente utilizado em componentes como fios e cabos de transmissão e distribuição de energia, além de barramentos em transformadores a seco. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de expansão das linhas de transmissão e distribuição garantem uma demanda estável para o Alumínio até, pelo menos, 2027.

O Cobre, por sua vez, com sua alta condutividade elétrica e resistência à corrosão, permanece essencial em diversas aplicações. “Ele vai desde sistemas de tração elétrica em redes de metrô e monotrilho até tubos de refrigeração para os setores industrial, de construção e de tecnologia”, explica Sanches. Em São Paulo, mais de dez projetos de expansão de transporte sobre trilhos demandam o fio de contato de Cobre, o que, somado aos investimentos em eletrificação veicular e infraestrutura digital, tende a sustentar o aumento do consumo do metal em 2025.

 

Resiliência, Sustentabilidade e o Impacto da Digitalização

No segmento automotivo, incentivos concedidos em 2024 contribuíram para a recuperação da produção, com reflexos esperados na cadeia de suprimentos. A demanda por Cobre e Alumínio, amplamente utilizados em chicotes elétricos, baterias, motores e sistemas de climatização, deve crescer à medida que a transição para veículos eletrificados avança.

A sustentabilidade também ganha força, impulsionando a reciclagem desses metais. “A economia circular, por meio da logística reversa e do reaproveitamento de matéria-prima secundária, tem sido incorporada como prática de redução de custos e adequação às exigências ambientais e de governança, inclusive em contratos com grandes compradores internacionais”, pontua o diretor da Termomecanica.

Outro fator que influencia diretamente a demanda por Cobre e Alumínio é o avanço da digitalização. A construção de data centers, por exemplo, está em plena expansão, impulsionada pelo aumento da demanda por processamento e armazenamento de dados e pela consolidação da computação em nuvem. Segundo a consultoria Gartner, os gastos mundiais com data centers crescerão 15,5% em 2025. Esses empreendimentos exigem uma infraestrutura elétrica robusta, traduzindo-se em maior consumo de Cobre para barramentos, cabos e sistemas de refrigeração, e de Alumínio em sistemas térmicos e de suporte estrutural. A crescente utilização de redes neurais e Inteligência Artificial (IA) também reforça o papel estratégico desses metais condutores.

 

Desafios e a Agenda ESG para 2025

Apesar do cenário de crescimento, a indústria brasileira enfrenta desafios. A elevação das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos de Alumínio (de 10% para 25% em 2025) afeta diretamente a competitividade nacional, podendo pressionar margens e redirecionar produtos estrangeiros para o mercado interno. No plano doméstico, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados limita investimentos, e a inflação ainda pressiona o poder de compra das famílias, impactando setores como construção civil, automotivo e refrigeração.

Paralelamente, a agenda ESG (Environmental, Social, and Governance) segue em expansão. Empresas mais preparadas já operam com métricas de desempenho ambiental, rastreabilidade de insumos e relatórios de impacto, enquanto outras avançam na adoção de processos de logística reversa e na integração de requisitos regulatórios mais rígidos.

A realização da COP30 em Belém (PA), em novembro de 2025, deverá ampliar o foco internacional sobre a pauta climática e ambiental no Brasil, com implicações para toda a cadeia industrial. “Nesse contexto, o Cobre e o Alumínio possuem um atributo adicional: são metais recicláveis e com propriedades adequadas para aplicações em sistemas energéticos mais eficientes e menos emissores, como redes inteligentes, veículos elétricos e sistemas fotovoltaicos”, ressalta Sanches.

O desempenho industrial de 2024 demonstrou que a combinação de eficiência operacional, novas tecnologias e o uso de matérias-primas estratégicas pode ser decisiva. “A resiliência de parte da indústria de transformação no último ano é um sinal relevante, mas não suficiente. Em 2025, o setor exigirá respostas mais estruturadas”, afirma o diretor da Termomecanica.

Para o futuro, a aposta está em investimentos contínuos. “As empresas que investirem em automação, digitalização, circularidade e integração da cadeia de suprimentos terão melhores condições de enfrentar os obstáculos que ainda persistem”, conclui Sanches. O Cobre, o “combustível do futuro”, e o Alumínio, por sua versatilidade, permanecerão no centro dessa reorganização produtiva, não apenas como insumos, mas como indicadores da capacidade da indústria nacional de responder a um novo ciclo tecnológico e ambiental.

Foto: Termomecanica/Divulgação

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Setor sucroenergético alinha suas operações com compromisso ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/setor-sucroenergetico-alinha-suas-operacoes-com-compromisso-ambiental/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=setor-sucroenergetico-alinha-suas-operacoes-com-compromisso-ambiental https://tecnews.agenciafluence.com.br/setor-sucroenergetico-alinha-suas-operacoes-com-compromisso-ambiental/#respond Thu, 26 Jun 2025 17:00:31 +0000 https://fitecambiental.com.br/?p=3180 Do plantio até as operações, o setor sucroenergético se alinha em operações ambientalmente resilientes, mitigando impactos e se adequando ao conceito ESG. Uma das novidades foi a promulgação da Lei 15.082/24 (alteração da Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio), que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada ao biocombustível a participação nas receitas obtidas com a […]

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Do plantio até as operações, o setor sucroenergético se alinha em operações ambientalmente resilientes, mitigando impactos e se adequando ao conceito ESG. Uma das novidades foi a promulgação da Lei 15.082/24 (alteração da Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio), que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada ao biocombustível a participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização (CBios), o que anteriormente era exclusiva das usinas produtoras de etanol. As ações aceleram o compromisso ambiental do setor.

De acordo com a Bonsucro, principal organização global sem fins lucrativos no segmento, muito embora essa cultura seja pautada no uso intensivo de recursos, ao ser produzida de forma responsável, tem potencial para reduzir emissões, sequestrar carbono e melhorar a saúde do solo. Em números, 68% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na produção de açúcar e etanol ocorrem durante o cultivo.

Dados da entidade sobre a safra 2023/24 mostram ainda que os produtores certificados Bonsucro reduziram, em média, 14% das emissões de GEE na produção de açúcar em cinco anos. “É uma cultura importante, mas precisamos transformar a forma como ela é cultivada. Fazemos um apelo ao setor para intensificar seus esforços na proteção da natureza, combate às mudanças climáticas e respeito aos direitos humanos, construindo um futuro mais resiliente e sustentável”, afirma Danielle Morley, CEO da Bonsucro, ao RPA News.

Biofábrica e o compromisso ambiental

Outro ponto desse compromisso ambiental é o desenvolvimento de estruturas que unam sustentabilidade, eficiência e inovação. Uma delas é a São Martinho, que inaugurou recentemente uma nova biofábrica tem como objetivo a produção em larga escala da microvespa Trichogrammagalloi, que atua no controle biológico da broca-da-cana (Diatraeasaccharalis).

Com investimento de R$ 15 milhões, em Pradópolis, SP, a fábrica é considerada pioneira no segmento, com foco no Manejo Integrado Total (MIT), que combina tecnologia, ciência e responsabilidade ambiental, pois 85% do controle de pragas é realizado por meio de agentes biológicos, reduzindo significativamente o uso de defensivos químicos no cultivo.

Segundo a empresa, o diferencial está na produção própria do hospedeiro alternativo Ephestiakuehniella, essencial no desenvolvimento do Trichogramma. “Somos únicos no Brasil com domínio completo dessa cadeia, desde a criação do hospedeiro até a aplicação em campo. Isso contribui para consolidarmos como protagonista na adoção de biotecnologia voltada ao agronegócio, aliando ciência, tecnologia e sustentabilidade em prol da produtividade, do respeito ao meio ambiente e de um resultado financeiro consistente para a companhia”, destaca Luís Gustavo Teixeira, Diretor Agrícola e de Tecnologia da São Martinho.

Com capacidade de moagem de 27 milhões de toneladas por safra, sendo 24,5 de cana-de-açúcar e 2,5 de milho equivalente (500 mil toneladas), a companhia conta com índice máximo de mecanização de colheita de 100%.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto:Divulgação – São Martinho

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